segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Sem ideia para títulos, outubro não é sempre igual...

Os mesmos size 11,5, a mesma fonte; talvez o tom de cinza não seja o mesmo, pelo menos não para este post. Geralmente sigo a mesma regra e ordem há quase 7 anos, é muito tempo escrevendo um monte de nada e é nesse momento que nos damos conta de quanto tempo se passou.
Entram ingredientes, saem ingredientes, mas nada é denso o suficiente ao ponto de fazer alguma diferença significativa. Continuamos à deriva! Hoje não trago nenhuma novidade e, pra falar a verdade, a minha vida tem se transformado numa repetição da mesma coisa há alguns anos.
Às vezes me comparo um pouco com aquela promessa de jogador que nunca aconteceu, nunca deslanchou em sua carreira profissional. Aquele craque no vocábulo, mas que no gramado é um tremendo perna de pau. Há quem diga que é ansiedade, também há quem diga que é desespero...
Cada pessoa com sua tonelada de cruz, não é mesmo? Tô procurando cuidar da saúde mental com coisas das mais bobas porções. Busco rir porque é possível que me afogue no choro seco, mesmo sabendo nadar. Está cada vez mais difícil lutar contra a gravidade, mas ainda não soltei o apoio.
Cada qual com os seus e eu digo: sem drama. Apesar dos pesares, a vida ainda é uma das dádivas mais bonitas que nos foi concedida... Preciso perder a linha de vez em quando, preciso enlouquecer sem perder a sanidade, antes que a loucura me consuma e eu acabe, de fato, insano.

sábado, 23 de setembro de 2017

The Final Of The World

O que é o fim do mundo mesmo? Tipo, na acepção da palavra, o que quer dizer: O fim do mundo”? Há várias formas de o mundo acabar e isto está correlacionado com uma série de fatores, porém são eventos em sentido figurado como aquele clássico caso da hipérbole: “morrer de amor e continuar vivendo”.
Nosso mundo acaba em razão de uma frustração no trabalho, na empresa, perda de um pai ou mãe ou pessoas próximas que representem essa figura... O término de um relacionamento ou fim de um grande amor (sim, o amor acaba)... naufrágio em concurso ou mesmo reprovação em disciplina da faculdade.
Nossa! Se eu fosse listar a quantidade de vezes que meu mundo acabou, Deus do céu... O barato é que acabou, mas eu reuni os cacos ao longo dos dias e dos anos sequentes e fui vivendo novamente, sempre pronto para o próximo evento... Hiperbolicamente eu sei o que é o fim do mundo, mas não sei dizer na acepção da palavra...

Uma coisa eu sei, isto é irrefutável, ele acaba mesmo para quem morre! As demais formas, bem, é o 9º evento que participo e sem grandes efeitos colaterais.

Abraço!

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Destrutivamente fantásticas.


Palavras... Sempre gostei de palavras mesmo não sabendo como usá-las; usando-as, à minha maneira, razoavelmente bem. Elas proporcionam coisas fantásticas! Fantásticas e destrutíveis, também. Destrutivamente fantástico é como chamo o poder das palavras, a força que elas têm e a impressão/aparência que elas são capazes de nos passar. A falsa imagem!
É como um chute na direção do gol que engana o goleiro e entra. Uma dose de efeito e o leitor, ludibriado, já forma uma ideia sublime ao seu respeito, como se a sapiência fosse resumida apenas a palavras cultas em uma oração. Triste isso, não? Imaginem vocês que elas podem leva-los do céu ao inferno em questões de segundos, para isso basta não usar as consoantes e vogais certas¹...
Há uma diferença quando falamos de palavras, pois elas podem ser escritas e faladas. O barato de escrever e usar as palavras, é que temos todo o tempo do mundo para pensá-las, e organizá-las para montar um monólogo rico em cultura e fineza, algo digno de um alguém sábio e puro. Mas o que eu admiro mesmo nas palavras é a mensagem que elas nos passam, embora isso quase nunca reproduza verdade a respeito daquele que as usam.
Seria muito bom se traduzíssemos nossos sermões diretamente às nossas atitudes. Já imaginou que brilhante, de repente esquecer o alheio e voltar somente ao seu mundo, seu reduto, seu quadrado? Já imaginou que magnífico esquecer todas as mágoas, todas as desavenças e cultivar o amor no coração, esquecendo a vida dos outros também para passar a viver a própria vida?
É as palavras são mesmo esplendorosamente destrutíveis! E não adianta nada travesti-las de boa conduta se isso não torna real às atitudes, em nenhum dos sentidos citados (independente da ocasião mencionada). Eu nunca fui muito bom com as palavras, mas procuro sempre fazer com que elas sejam um espelho que reflete o que sou naquilo que escrevo porque meu blog é baseado nisso. Minha vida, que não tem nada de interessante, é baseada no que eu vivo e no que eu sou...
Deus me livre apontar o dedo na cara de alguém repreendendo ou pontuando sobre atitudes das quais eu fiz a vida inteira e ainda faço, aconteça o que acontecer, não é mesmo?

As palavras escritas nos transformam, mas nossas atitudes nos destroem (ou não, vai depender do seu eu verdadeiro). São elas, fantásticas e destrutivas!
— ¹: Forma como se constrói palavras.