domingo, 28 de abril de 2013

Então é.

Tem quase sido meio que uma obrigação minha postar meio que religiosamente no dia de hoje. Sempre muito maquiado, as propostas dos meus textos é codificar a mensagem meio que no intuito de protegê-la. Não, eu não sou escritor de fábulas, muito embora eu viva de fábulas como alguns dizem ou disseram por aí, mas eu procuro escrever o real, escrevo a minha vida então procuro blindar ao meu modo, numa forma de desabafar para algo em quem confio hoje de forma máxima, meu blog.
Eu titubeei por todo o dia e, diferente de um passado não tão distante, não tinha em mim uma obsessão de postar alguma coisa no blog hoje. Sabe está tudo tão diferente que nem frio fez pelo contrário, o dia foi de sol intenso. Mas eu resolvi postar, assim como tenho feito aí por esses dois anos passado – nesta data –, para não perder esse ritual. De repente não esteja postando com a mesma tradição se for comparar data e situação com representatividade, este dia continua sendo o dia. Acho que isso não se muda assim, mas acho que a influência acerca da pessoa que vos escreve já não é a mesma (nossa e eu espero mesmo que não).
Maio chegou e com ele deve vir tudo outra vez, aparentemente não, mas eu não posso prever as coisas mal sei se amanhã vai chover, se repetirá o dia de sol de verão que fez hoje, ou se fará o frio de 15 ºC que eu fiz questão de citar no texto anterior.*
Memórias, lembranças, alegrias, tristezas, mágoas elas permanecem sempre com você... Mas felizmente a vida vai se encarregando de depurar sua mente e aos poucos algumas coisas passam a não ter tanto peso. De repente alguma coisa que te afetava profundamente já não tem aquela força total, é como se você criasse resistência.
Em suma, acho que temos sim aquilo que procuramos que cultivamos, mas nem sempre merecemos. Aos olhos do homem algumas coisas podem ser dissimuladas, fingidas, encenadas, interpretadas magistralmente... Mas aos olhos do pai, aquele que agora aparentemente tu creres, nada passa batido...

sábado, 20 de abril de 2013

Novos tempos, velhos problemas.

Andar em linha reta ou curva não faz muita diferença quando se tem a certeza do norte. Andar em círculos ou zigue-zague já é sinal de incerteza, que algo está errado, que o norte não se encontra tão fácil quanto na primeira situação. É comum do ser humano encontrar e se perder! É encontrar e se perder, pois há uma espécie de fragilidade poderosa que nos torna vulnerável e completamente aptos a perdemos a direção, sairmos dos trilhos e cair na contra-mão.
Mas a vida é mesmo um clichezão onde você no fundo tem ideia do que esperar e, muitas vezes, até pode evitar, mas levar bordoada remete a dor e o ser humano está proporcionalmente vinculado a este sentimento. É como se um fizesse parte do outro, sabe como é? Ambos se completam.
Ainda falando nos passos e caminhos, acho que sou o tipo de presa mais previsível que existe telegrafo cada movimento, facilitando a vida do predador e sinalizando sempre o próximo rumo a tomar. O curioso é que eu sinto a presença, mas me encontro tão desorientado nesse momento, tão embaraçado, que não tenho a menor ideia de qual direção seguir.

Novos tempos, velhos problemas.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Outra praia, mesmo mar...

Nós temos a cultura viciosa de falar coisas sem pensar e depois se arrepender, pedir desculpas e querer que tudo fique numa boa, tudo em paz, tudo tranquilamente bem. Às vezes o egoísmo preenche de tal forma que, não sei, mas creio que as pessoas esquecem que lidam diretamente com seres humanos e, meo, é tão fácil errar e pedir desculpas, falar o que bem entende o que dá na telha e depois dizer: eu falei sem pensar.
Algumas pessoas não se rendem ao ato de pedir desculpas, por outro lado existem aquelas que pedem por esporte porque errar também é um esporte, mas e o outro lado? É normal que se deva sempre aceitar o pedido de desculpas, analisar, compreender e levar na cara tudo outra vez e outra vez? Não, cara! Não é assim que se deve proceder ninguém é palhaço, fantoche ou, quem sabe, bonequinho de cera err alguns até são, hein? xD~
Ao tempo em que faço esta pequena síntese posso perceber que, por outro lado, nós não necessariamente caímos no esquecimento como se pensava outrora. Claro que hoje o panorama é outro e ninguém está mais lado a lado acho que, de longe, dividimos a mesma rua não o mesmo veículo, no entanto, fico feliz pela lembrança, por provar que eu estava errado em algum momento que mencionei o contrário. Também te visito às vezes, é uma pena que o teu oceano hoje seja grande demais e eu não posso – e nem devo – abraçá-lo com meus bracinhos curtos.

Impossível transformar um oceano em braços de mar, não é? Enfim, findei mudando a temática do post e, pela primeira vez, não apagarei, vai para postagem assim mesmo. Orgulho ou teimosia? ;)

Siga: força, foco e fé, como tu dissestes em teu post. Abraço

domingo, 14 de abril de 2013

Estrada ou vida?

Dizer que a vida é um filme sem roteiro está ficando um pouco enjoativo, dizer que o segredo é viver um dia de cada vez não cola mais, disso isso há alguns dias atrás. Viver por viver não é viver, é existir. É preciso ter sonhos, metas a se cumprir. É preciso ter medo ao mesmo tempo em que é preciso coragem para encarar a vida de olhos abertos e pés no chão!
O mergulho deve ser consciente porque tudo o que se faz reflete diretamente na vida, seja na sua ou de outras pessoas que virão. Por falar nisso, alguém já parou pra pensar que o mundo é dos que virão depois de nós? Pois é, olha o que está ficando pra eles... Consciência inerte, não?
O futuro está ali há algumas milhares de léguas e cabe a você persegui-lo. Viver ou existir? A escolha é única e exclusivamente tua. Os caminhos nem sempre serão enfeitados com flores, então tu precisas se preparar porque é possível que haja muitas pedras, mas as dificuldades apenas deixam a vitória mais gostosa acho que no fim o orgulho de dizer venci deve ecoar como um trovão.
E embora que o destino atravesse o caminho e te faça olhar no retrovisor ao lado, procura seguir sem procurar culpados, sem sair da trilha, e mesmo que a gota de suor caia nos olhos mantê-los aberto vai ajudar e a força do espírito deve ser o termômetro da resistência.
De repente tudo o que procurou está do outro lado da margem ou a um palmo do nariz, só você não viu. De repente tudo é fácil e você complica porque os únicos momentos em que esteve em paz foi quando esteve em guerra, se não faz guerra não tem paz...

Na contra-mão, na corda bamba.

Fico extremamente contrariado quando pessoas agem de forma a pensar que nós temos a obrigação de esquecer. São aqueles estereótipos cara de pau que chegam como se nada tivesse acontecido, pensando estar tudo numa boa, tudo bem, mas aí é que entra o sentido da frase: quem bate esquece e quem apanha lembra. Em se tratando de mim, uma pessoa rancorosa, algumas memórias ficam vivas demais para que eu possa agir desta força, deixando de lado e seguindo como se o passadinho fosse apenas um pesadelo.
Às vezes quando a gente para e observa o vai e vem de pessoas, e toda aquela movimentação maluca do dia-a-dia, percebe o quão elétrico é o ritmo do cotidiano. É como quando se está em uma atividade puxada, de grande esforço físico, parar e olhar tudo ao redor que já foi feito! Acredito ser mais ou menos esta a sensação, além do momento (sol)!
Odeio a onda de querer e ter que ser o cara me atrai a ideia de ser alguém, talvez até pela simplicidade da palavra, mas é que acho um pouco mais credencial. As pessoas não pensam iguais e ainda que concordemos com alguns pontos de vista, sempre acrescentamos uma parcela pra que aquilo não seja 100% aceito da forma que fora lançado, é aquela coisa ninguém é igual a ninguém.
Acho que preciso de um analista e apesar de o nome ser tão sugestivo, estou longe de saber o que um faz. Analisa? Observa? Dá um norte? Não sei, sinceramente não sei! É legal estar na contra-mão observando o fluxo e o movimento. As pessoas nos fazem de fantasmas de acordo com o grau de precisão e, o que é pior, quando há necessidade sem sempre é você quem sumiu jamais eles... ;)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Blim Blim

As coisas não funcionam como e quando planejamos parece que tudo tende a se desviar daquilo que traçamos com tanto entusiasmo e confiantes de que o papel consegue tornar real e não, não consegue. E de repente tudo se configura como uma verdadeira queda de braço onde eu prefiro que o braço quebre ao ter que deixá-lo cair. Se cair, que caia após quebrar, ou seja, enquanto houver energia estarei lutando e o braço só cairá quebrado.
Uma passada em falso, uma curva inexistente, uma sinalização fantasma o vento que sopra sempre ao lado contrário do curso, regras e limites que determinam e ditam o ritmo para se chegar além do horizonte. O fraquejar das pernas e a distância que ainda lhes falta percorrer, o sol batendo no retrovisor da vida e refletindo tudo o que se passara até o momento, como um verdadeiro vídeotape gratuito de repente muito diferentes entre si, mas tudo tem a ver.
Nas linhas que traço em meus textos deixo de legado os meus pensamentos que nem sempre estão corretos, acima da lei do bem e do mal, mas que é o formato daquilo que me caracteriza como algo de bom ou de ruim. Não existem campanhas de aceitação, não neste contexto. Acredito que isso chega a ser um passo do ser humano ao abismo e eu ainda não cheguei a esse estado... ainda... Não se sabe o dia do amanhã, não é mesmo? Espero que seja diferente do ontem e que me dê expectativas para o depois dele.

Ligar a chave em 220 e ignorar as possíveis quedas de tensão está dentro dos planos, mas não garanto poder superá-las de forma sensata todas às vezes afinal eu sou mortal de carne e osso, tenho sangue nas veias e há momentos em que é impossível tolerar.


Esse não seria o post do dia, mas eu não tenho tema certo para abordar e tudo depende da minha vontade e estado espiritual...
 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Como a porca do parafuso, sempre carecendo reparos...



Desde sempre as conversas por aqui têm sido assim, como um emaranhado de palavras que nem sempre darão aos meus leitores um sentido lógico – normalmente passa a ideia do "eu viajo pra caralho". Respirar os dias parece uma tarefa mais difícil do que lançar bolhas de sabão ao vento err e não estourá-las. (: Às vezes me defino e em outras prefiro ficar com aquilo que parece ser o meu original.
Ora, se definir é limitar, como disse outro dia, não posso me dar a esse luxo então eu procuro equilibrar esses dois e tentar fazer com que a respiração esteja ao alcance das batidas do coração. Prever a vivência de todos os dias não parece ser bom negócio, não temos o controle. Posso dizer que tenho mudado, mas não posso dizer que mudei porque existem coisas em mim que parecem nunca mudar.
Sou um embrião que evolui constantemente com uma parcela escondida que não altera o seu curso. Posso dizer então que uma parte de mim todos os dias se refaz e uma outra que não tem essa capacidade de reconstituir, nem de se alterar. Mais fácil projetar em curto prazo, vivendo um dia de cada vez podendo administrar as surpresas, do que planejar em longo prazo sem contar com a margem de erros, perigos e dificuldades que possam aparecer.

Não, estes três itens não entram no planejamento porque nunca sabemos quais os elementos que habitam a zona de perigo. A hora do mergulho é como o tiro seco na cabeça do suicida, precisa ter sangue nos olhos para arriscar.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Como Miragem



Desconfie daquilo que vem fácil questione tudo o que parece completamente certo no papel, sem que haja nada concreto em situação semelhante. É aquela velha história da fé cega e pé atrás, sinceramente acho que as dificuldades têm uma inter-relação com a nossa vida, tanto é prova que quando a coisa vem suada é mais gostoso comemorar.
Pessimismo ou otimismo um contrário ao outro ambos dentro do relativismo dependendo apenas das situações. Dentro de grandes facilidades pode haver pequenas dificuldades de diferentes proporções, e diante de grandes dificuldades é possível fazermos aquilo que nos parece mais fácil.
Acho que sou bastante pessimista e isso faz de mim uma pessoa de pouca fé. Apesar de ser abstrato e sem custos aditivos, não costumo depositar minha nobre fé em qualquer coisa e nesse momento é que estrela o pessimismo que toma conta de aproximadamente 75% de tudo que me cerca.
Posso estar errado ao não confiar nas coisas e também posso estar fazendo um bem de prevenção, pois não é fácil quando se tem a confiança em um projeto frustrada pelo desenrolar das coisas, é o mesmo que, sei lá, morrer na hora H – se é que as meias palavras bastam.

Acho super importante manter os pés no chão para evitar surpresas desagradáveis que tendem arruinar tantos planos e tantas vidas. Pra não falar dos meus medos eu falo na fé, no otimismo e no pessimismo. No fim estou falando um pouco de tudo.

Parafraseados

Porque seguir em frente é a bandeira de vitória alteada por muitos, mas desistir nem sempre será sinônimo de derrota. Os grandes sábios desistem da batalha para traçar melhores estratégias e tentar vencer a guerra. A sorte anda de mãos dadas com o azar e um não avisa ao outro o momento de trocar de turno, eles simplesmente revezam e a gente arca com as consequências que vêm no seu curso normal. A vida é realmente uma muvuca, meus caros.
Na procura incessante da originalidade acabamos por copiar costumes, passar por cima de princípios e/ou a partir de certas situações, começar a demonstrar o que verdadeiramente nos traz a essência. São coisas que estão escondidas no mais íntimo do ser que dificilmente será liberta em situações adversas, pois é preciso que o vento e o pingo d’água estejam em sincronia para que não acabe havendo um desequilíbrio.
Equilíbrio, que me remete a harmonia e acabam me levando a igualdade e diferença... Hoje já me encontro mais suscetível a compreender certas coisas e devo isso à convivência com pessoas excepcionais. De repente não é tentando impor e apontando as coisas como únicas alternativas que se consegue dar visibilidade a uma ideia, mas debatendo com o respeito natural que todo ser humano merece como tem que ser.

Falando assim é até possível dizer que o diálogo ainda é o melhor caminho para resolver um problema. Mas, hein? Eu falando em diálogo? Tão estranho quanto um frio que possa pintar em pleno mês de agosto...

terça-feira, 2 de abril de 2013

Abril.


Mudo muito de discurso quando me proponho a falar no termo "mudar" é complicado se prender a uma só definição, pois na verdade a vida por si só é uma eterna contradição. Hoje você está feliz, mas amanhã pode amanhecer aborrecido ou pode estar aborrecido e ficar feliz, dizemos então que é impossível fazer uma previsão.
Fico feliz quando recebo uma notícia boa daquelas pessoas a quem considero e me entristece quando a notícia é ruim, fico desconfiado com mudanças repentinas, como dizia Humberto Gessinger: fé cega e pé atrás, eu deixo os dois porque um precisa do outro para ter o apoio necessário.
Não sou capaz de dizer que terei um dia completamente feliz e de sorrisos porque tenho estouros bobos, eu tenho a tendência infeliz de não concordar com todo mundo, de achar feio o que a maioria acha lindo e de achar babaca o que os do momento praticam como exemplo não sou diferente, mas odeio a ideia de ser igual principalmente se me incomoda.
Certa vez li que quem se define se limita e, sei lá, em se tratando de minha pessoa acho que não poderia me dar a esse luxo². Minha vida não tem roteiro, acho que de ninguém tem. Enchemos o peito de ar e falamos a plenos pulmões: na minha vida mando eu, mas na prática não é assim.

Não, apesar de parecer não estou em conflito com o meu eu, estou apenas colocando em frases os pensamentos que explodem minha cabeça neste momento, eclodindo a partir de tudo aquilo que me rodeia.

Nunca apreciei com bons olhos a necessidade de mostrar mudança... Assim como acho de cunho duvidoso a necessidade de um homem mostrar, provar que gosta de mulher. Precisa?

Esforços inúteis, até porque nos dois casos a pessoa acaba pisando na bola e, quando a coisa é forçada demais sem aptidão, Deus e o Diabo desconfiam quem dirá eu.

² NOTA - Não me dou ao luxo de me definir e de não me definir. Não me limito e procuro não me elevar também... Sabendo dosar, acho que dá para viver.
Abril.