segunda-feira, 27 de maio de 2013

Seguindo a série Maio...

Brincar com as palavras pode parecer fácil para quem sabe lidar com elas, porém para mim sempre foi uma tarefa muito difícil. Sempre tive dificuldade em colocar num papel aquele aglomerado de ideias, sempre foi complicada a arte de me expressar e então eu abri esse blog, facilitou um pouco, mas continua difícil porque eu tenho uma nuvem de pensamentos como se fosse algo flutuando nas águas do mar e de repente a onda vem e leva tudo embora.
Na minha cabeça as coisas acontecem como um rodamoinho vem e quando vem é de uma vez só. Muitas vezes me sentei aqui com várias situações a expressar no texto e deixei fluir parando no completar da terceira página. É muita bobagem e eu tenho que filtrar de vez em quando. O fascínio em escrever nesse blog foi transformá-lo numa válvula de escape e, embora hoje eu me sinta um pouco melhor em que na ocasião de sua criação, ainda existe certa pressão sobre mim de coisas que não comentarei aqui...
As palavras também servem para usarmos como formas de aviso, mas às vezes eles não alcançam porque a dignidade está tão distante de algumas pessoas que acabam se perdendo no tempo e no espaço. Fico pensando a que preço vale se prestar alguns papeis nessa vida, sei lá, já é honroso ser idiota? Acho que vou morrer acreditando piamente que seja vergonhoso – muito embora eu seja um idiota de marca maior – por querer, muitas vezes, fazer os meus sorrirem e aí sim, vale apena ser idiota.

Mas acho que o idiota mesclado ao imbecil, bem, este eu não nasci para ser, talvez eu seja e ainda não me dei conta... Mas, ei, continuo tendo pena de você... Com o perdão aos meus leitores de vergonha na cara, pessoas cagam para você, eu idem e você continua fazendo papel de bobo da corte... Cresce. (:

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Laia

Acho que não devo ser a personificação do mal não sou um exemplo, mas, também não posso ser apontado como o causador de todas as mazelas do mundo, acho que ele seria grande demais pra que eu sozinho conseguisse contaminá-lo.
Os seres humanos são bem interessantes quando o assunto é viver em sociedade, eu não sei bem o porquê de inserir este tema dentro de meu texto uma vez que não tenho conhecimento suficiente para debatê-lo. Falemos então de sentimentos? Não, eu não seria a melhor pessoa para falar sobre eles.
É eu dei uma pluralizada ali naquele fim de parágrafo porque o termo sentimento é bastante abrangente e, de repente não necessariamente se quer falar sobre amor, muito pelo contrário o ódio também é um sentimento e, pasmem, anda de mãos dadas com o amor assim como a glória e as desgraças. São irmãos!
Dizem que o ódio e o rancor são sentimentos desprezíveis, mas acho que o sentimento de pena é um dos piores que possa existir... Eu mesmo, tão acostumado a ter depreciadores da minha presença, dos meus modos, talvez da mi...nha since...ridade prefiro o ódio à pena.
Quando uma pessoa te olha com ódio é como se ela visse em você uma espécie de adversário, não sei explicar, mas é algo que estimula. Agora, quando te olham com pena, toda a ideia que se passa é de incapacidade e, cara, eu não posso imaginar o que sente uma pessoa incapaz... Há sábios que dizem a existência de pessoas indignas de sua pena... Dignas ou não dignas, quem sou eu para designar algo assim, não é verdade? Eu sinto pena de você.

A tolice não é mais inconsciente, mas eu sinto pena de você! Poderia ocupar os minutos de diferença do seu tempo de outra forma. Sei lá, deve haver coisas interessantes a se fazer, só acho!

As atitudes – que nunca deixaram de ser infantis – só me fazem sentir pena.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

New times, old problem.

Odeio quando simplesmente sei aonde devo ir consequentemente onde vou chegar, a velocidade e distância certa a percorrer e me pego perdido. Chega um momento em que você precisa dar um freio e reduzir, mas é aí que se dá conta de que a caixa de marcha quebrou e que o veículo se tornou uma zorra destrambelhada, o que fazer? Saltar? Tchau Radar!
São ironias, situações pelas quais não esperava passar tão cedo e nem posso me atrever a ser mais claro do que isso porque mesmo o meu blog já não é mais aquele lugar seguro e acolhedor, pois palavras-chave têm olhos por toda a rede. Iniciei novamente uma dura batalha comigo mesmo, mas o interessante é que desta vez não tenho precisado nem resistir... só tenho.
É ruim lutar contra o real irreal, é duro acordar sem motivos para certezas e ir dormir com incertezas. O carrossel da vida age igual àquela feiticeira dos filmes antigo de Conan O Bárbaro onde ele é ferido, dorme e ela faz com que ele tenha visões. A única diferença é que as minhas visões e as miragens aparecem enquanto estou bem acordado. Eu achei que já estava imune a isso, mas cada vez mais me convenço de que até um vírus letal é um ser mortal e indefeso quando longe de um organismo parasito...

Bom dia!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Nada é sempre...

Nós, pessoas crédulas, confiamos e acreditamos que tudo acontece no momento certo, na hora H e no dia D. Isso é verdade, realmente tudo ao seu tempo. Apenas acho que esse momento certo e esse dia D e hora H também está à disposição dos nossos próprios esforços, pois você faz o momento assim como também desfaz se algo de errado acontece. Tudo aquilo que o homem tem a capacidade de construir depende única e exclusivamente de sua disposição e força de vontade... Em certos casos até o que o homem não tem capacidade de fazer sofre sua interferência. Alô, natureza!
Somos crédulos e, pois, acreditamos em várias coisas das quais muitos duvidas e até tripudiam. Acreditamos – para quem acredita – na força da natureza, na visita de alguém que já partiu, no arrepio que o corpo sente e no frio em meio a um calor que pode durar segundos acompanhado de arrepios. A mãe natureza e seus mistérios a floresta e seus encantos, nossa eu passaria a noite inteira listando tudo em que acreditamos – para quem acredita, volto a repetir – e não me daria por satisfeito.
Recentemente uma pessoa que é ateu me disse mais ou menos assim:
Cara, me desculpa falar... Mas você é um tolo. Um doce tolinho!
E eu disse: bom... obrigado pela sinceridade, mas o que faz de mim um tolo?
E a pessoa disse: cara, dentro das tuas crenças você acredita e confia e um mundo infinito de coisas, no que existe e no que acredita existir, não precisa ver para crer em nada e se eu te disser uma mentira vai acreditar por confiar em mim... É tão crédulo ao ponto de crer em algo que nunca viu e não tem a certeza de que existe, no entanto deixa de acreditar em algo vivo... você! Acredita em tudo e em todos, mas não acredita em você mesmo e isso faz de você um doce tolinho...
A justificativa para o desabafo foi que eu sempre tinha fé em tudo e sempre graça a tudo que as coisas aconteciam, mas nunca disse graças a mim...

Abraço!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Maio, um dia qualquer...

Nadar sem rumo apenas com o objetivo de se afastar da margem pode resultar em um esforço inútil, pois a qualquer hora você vai se deparar com a outra margem e o reflexo do sol na água pode funcionar como um prisma, refletindo tudo em tempo real. Somos caçadores e caça dos próprios sentimentos e tudo isso parece meio maluco, mas realmente acontece pode apostar.
Eu meio que venho repetindo algumas coisas ao longo das postagens e acaba que isso passa uma ideia de só falar sempre sobre um mesmo assunto só que na real o barato de escrever sobre a vida é exatamente esse, volta e meia você encontra elementos que estão atrelados com várias coisas de um passo que ainda está na metade do caminho porque sempre existe algo inacabado e você nem sempre passou a 4ª e acelerou até os 160 km/h.
O retrovisor continua mostrando o que ficou para trás, a música do vento dita o ritmo, você por instinto ou talvez não vá segui-la ou ficar parado, de repente tudo tem a ver, todas essas situações camuflam ou traduzem o que sinto agora, no momento em que sento o traseiro na cadeira para redigir esse texto sem nexo algum. Pode soar como zoação, zombaria, desleixo, de repente fique apenas a impressão de distração, mas eu classificaria como necessidade a visita não tão regular neste cantinho, onde me sinto tão acolhido.

Pessoas fecham círculos, ciclos... Eu me fechei num mundinho do tamanho de um grão de areia, talvez o menor deles...

Memories remain as time goes on...