quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Pensamentos meus...

É ingenuidade imaginar que o caminho melhor a seguir é aquele que te oferece flores, plumas macias embaixo dos pés e um doce aroma. É tolice pensar que o que passou se foi, morreu, deixou de existir. É difícil lutar contra a velocidade do relógio quando tudo o que tu querias era apenas um tempo pra se refazer; é desesperador parar, olhar ao redor e perceber que o tempo é cruel e pune sem piedade.
O encontro da onda com as pedras surge do acaso é um evento que tu sabe que vai acontecer, porém sempre acontece da mesma forma a onda é quem vai até a pedra. Na vida real existem várias ondas e várias pedras da mesma forma que existe também sempre um barco para ficar no porto. Pedra e ondas, portos e barcos, acho que estou esquecendo... Sempre haverá tempestades, maremotos... A gente vai velejando conforme a resistência permite.
Certo dia me coloquei como em um carro parado em pleno semáforo, chuva forte e a palheta enlouquecida de um lado para outro na tentativa vã de melhorar a visibilidade, carro atrás buzinando há horas... Hoje eu volto àquela condição de barquinho sem rumo certo, direção exata e localização. Nem uma bússola sequer tenho para me indicar. Saudades de sentir terra firme. É uma necessidade na verdade...

Abraço.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Dia pós dia


Visão distante e pensamentos que vagueiam! Dias lentos quase parados efeitos do tempo, lembranças de um passado não tão distante, nó na cabeça e pensamento nas nuvens. Aquela ocasião onde você está em determinado lugar só fisicamente, mas que teu espírito parece estar em outra órbita.
É engraçado como uma conversa pode remeter a fatos passados, fazendo com que você volte a mergulhar naquele oásis em meio ao deserto. É intrigante como você sai de algumas coisas, mas inevitavelmente algumas coisas não saem de você. E ressurgem como fantasmas altamente qualificados em tocar o “terror”.
Certo dia eu vi num filme: “Mate suas lembranças, ou elas acabarão matando você”. Um conselho sábio, eu diria... Mas pouco usual eu afirmo! De repente não passamos de mais uma peça no tabuleiro, aguardando aquele lance de dados que vai definir tudo, mas que pode calhar de o jogador ser azarado e acabar ferrando você.
No fim, talvez início ou quem sabe meio de tudo, tudo faz parte de um jogo e nós somos peça dele. Resta saber quem é que vai jogar. Confissão particular: Odeio esse jogo!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Enero, Hoy Día.

Sentar aqui e começar a escrever qualquer coisa sem sentido é muito fácil, afinal de contas tenho feito isso cerca de duzentas e noventa e tantas vezes ao longo destes três anos. Textos são como músicas e músicas são como uma espécie de vento que sai batendo até encontrar uma saída, quando ela fica é porque marcou e se marcou é porque fez sentido.
Não tenho intenção, mas fico bastante contente e é extremamente gratificante saber que, de repente ou ocasionalmente, pessoas se identifiquem com aqui, ou que, sei lá, alguma coisa que foi colocada como texto causou algum tipo de reflexão, ou ainda que no meio de tanta bobagem e enrolação encontre-se algo de interessante.
Se for traçar uma reta entre o início, meio e o presente, posso afirmar que dei uma evoluída tímida, porém substancial nos meus bate papos. But I continue learning e ainda prefiro gritar para as quatro margens do papel eletrônico do que fazer o mesmo falando sozinho! Conversar mentalmente é um porre e não suporto mais atormentar minha consciência.
Arte e ofício... Não consigo ver nenhum dos dois reflexos no que faço para manter está página eletrônica, mas me sinto bem com o que faço e isto é como uma injeção de ânimo a continuar. Agradeço ao apoio dos que estão acompanhando desde a criação e dos novos acompanhantes, fico bastante contente com vossas presenças. (:

sábado, 25 de janeiro de 2014

Fly

As estações do ano compreendem-se por ciclos que se iniciam sempre um ao término ao longo dos anos. No meu Estado temos apenas duas estações, mas é possível vermos indícios das demais durante projeção da estação vigente. Os ciclos novamente entram e roubam a cena, de repente nem precisam entrar eles apenas mostram que estão. Acho que não é sempre que me desejo fazer entender... Uma surpresa deixa de ser surpresa no momento em que é revelada e o encanto acaba se quebrando.
Perto do que se espera a vida vai caminhando em passos lentos bem distantes daquilo que jamais chegará. À margem da interpretação, o texto em si fala menos do que uma pequena frase gramaticalmente mal empregada... À margem da percepção um sorriso diz mais do que a explicação exaustiva da mesma coisa por trilhões de vezes. Abaixo ou acima de tudo isso e utilizando isso tudo como ferramenta eu vou falando o que preciso, ainda que sem nada a dizer.
Quando se enxerga as coisas de maneira turva incompreendida, como uma espécie de palavras cruzadas, faz pouca diferença o que se tem ao redor ou a um palmo do nariz. Acho que não convém quase entender ou entender pouco, no fim se resume em compreender tudo ou não entender nada. Bem, eu sempre fico no meio termo porque tenho a síndrome da desconfiança, então nem a legenda confirmando vai me fazer acreditar. rs

Bom sábado,

Abraço.