quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Six year later.

Hoje eu comecei o texto falando sobre força, dor e tempo. Sei lá estas palavras poderiam ser a tag do post e eu poderia ter dado prosseguimento a ele, mas resolvi falar sobre algo do qual nem mesmo sei ainda. Vou divagando aqui até que algo se encaixe e faça sentido, uma tarefa bem difícil diga-se.
Escrever aqui tem sido uma espécie de válvula de escape inimaginável. Eu sento os dedos nesse teclado e escrevo cada barbaridade que vocês não têm noção. Dentre as barbáries vários são os atentados à língua portuguesa que eu sequer me importo em cometê-los, pelo menos não no blog.
Há exatamente 6 (seis) anos, coincidência ou não, eu abria este blog exclusivamente com este intuito citado acima, ser uma válvula de escape, ser aquele porto seguro a quem eu podia confiar meus segredos, minhas tensões, meus receios, minhas raivas, para ser aquela pessoa inexistente no meu mundo real pelo menos naquele momento.
Muita coisa aconteceu, muito tempo se passou e cá estamos nós novamente, velho amigo, comemorando mais um aniversário. Sei que tenho te deixado faminto, mas pelo menos no mês 12 estivemos juntos com mais frequência e conseguimos matar a saudade eu e tu, tu e eu. Vamos procurar manter isso aí em 2017.

Falando sério eu gostaria de agradecer imensamente aos que me assistem, mesmo que distante, porque metade de mim é o que eu posto, mas a outra metade vocês não sabem. [?] Enfim, gostaria de agradecê-los (las) por perderem minutinhos preciosos de suas vidas para ler tantas bobagens desorganizadas em parágrafos.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Então é natal. [?] ♫

Então é natal, e o que você fez durante todo o ano não será apagado com uma travessa de mousse ou uma torta, abraços e sonos e amorosos “feliz natal”. Então é natal, a festa cristã, daquele critica o irmão ao fim do culto pela forma de vestir, calçar... do velho e no novo, velhos dos asilos, por exemplo... Novos abandonados, novos sírios, né? O amor como um todo.
Então... Bom natal, né? E, aproveitando o ensejo, ano novo também. Que seja feliz quem SOUBER O QUE É O BEM. ;) Então, é natal. E o que a gente fez? Muita coisa. Acredito que muito do que me aconteceu é, certamente, parcela das minhas dívidas e eu carrego com prazer a minha cruz. O ano termina e começa outra vez...

OBS: Dezembro é um mês festivo, de comemorações, consumismo, onde o dinheiro jorra em uma escala grande... Não se esqueçam de janeiro, amigos. O mês é longo.

Abraço e... feliz natal.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Se acaso me ouvires falar...

Gosto que me levem a sério, de falar coisas sérias e ter a certeza de seriedade na recepção, embora gostando ou não, das palavras. Fico extremamente contrariado ao perceber zombaria daquilo que estou falando quando que, ali, está sendo dedicado um tempo meu a proferir tais palavras e isso é quase como uma doação...
Não sei se isso tem necessariamente a ver com signo, mas quando digo gostar de alguém isso é real. Se falo algo negativo em relação a minha pessoa apenas acredite sem contestar, pois dificilmente as pessoas falam, expõem coisas ruins ao próprio respeito então eu prefiro falar porque uma hora ou outra isto virá à tona, então sem surpresas.
Também se me ouvir dizer que não gosto de alguém, por favor, não tenta me persuadir porque eu devo ter lá meus motivos para gostar ou não. Tá, às vezes nem tenho, porque surgem umas falsas impressões gratuitas, mas gosto de ter essas impressões quebradas por atitudes das próprias pessoas, afinal ninguém assinou procuração por elas, amém?
Se me ouvir dizer que te amo, acredite e, se for recíproco, ame-me com a mesma intensidade, pois não gosto e não costumo brincar com coisas sérias. Não precisa de polígrafo para saber que estou falando a mais pura verdade...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Back to the past

Minha vida foi acumulando vários braços, como um Polvo do mar ela foi adquirindo vários tentáculos que acabaram por se transformar em subvidas cada uma com sua importância. Ocorre que nesse intervalo começam a aparecer algumas peças que a vida ou mesmo o destino nos prega e acabam por tomar um grau de importância de grandes proporções.
Às vezes as circunstâncias da vida nos obrigam a tocar o que sobra à própria sorte. Não temos o privilégio da escolha, pelo menos nem sempre, e tudo segue seu curso como ele, o próprio destino, deseja ou tem traçado. É que tem horas que duvido da nossa capacidade de traçarmos nosso próprio destino, pois somos sempre surpreendidos.
Engraçado né como tem sempre uma peça atrás da outra é como aquela obstrução indesejada na estrada, você se depara com aquilo e tem certeza de que ela, horas atrás, não se encontrava ali e havia uma passagem completamente livre a se seguir. Como pegar praia em dia de chuva ou tentar empinar pipas em um dia sem vento...
Volta e meia eu dou um jeito de por o pé no passado e resgato alguns desses tentáculos. Como falei acima minha vida foi amontoando e, quase que ao mesmo tempo, a própria vida tratou de ir eliminando uns, me separando de outros tudo isso sem consulta, sem comunicado, como o patrão que joga o anúncio da vaga única de emprego que era sua até aquela até então...
Pus o pé no passado, toquei a ferida e encontrei algo, que me rebobinou a vida em 5 anos, de volta à 2011, um passarinho verde com olhos de igual cor e eu fiquei ali, a contemplá-lo, e só depois que recobrei a consciência e lembrei que ele há muito já houvera batido asas...

Desculpem pelas analogias, eu acho que “perdi a mão” pra isso. Apesar de não reler nenhum texto, considerava bem mais interessante o que conseguia fazer com as palavras antes.

No more ideas, it's over!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Mudanças de hábitos

Houve um tempo em que eu tentava expandir a minha lista de contatos faceanos em 1000, 2000 ou o quanto fosse possível adicionar. E quase consegui, quase cheguei, foram 990 contatos. No horário de menor movimento (fuso horário diferente de alguns contatos) havia 100, 130 contatos online.
Fiquei bem restrito às pessoas que interagem, de alguma forma, comigo e para que os respectivos perfis não sejam apenas mais uns na coleção da prateleira imaginária. É que eu tinha uma porção desses manequins e que não havia um movimento sequer, um comentário ou uma conversa em bp (daí o sentido de manequins).
Eu realmente não sei onde pensava chegar ou o que queria com tantos contatos no face, mas este foi o tempo, também, onde eu publicava uma série de “correntes” e frases com indiretas veladas sabe? Fossem em imagens ou mesmo redigidas. Mas o tempo vai correndo e nós passamos por uma série de transformações.
Anh as transformações ocorrem de formas diferentes, mas posso dizer que dei uma mudada radical nos meus velhos hábitos. Não mais vi correntes na minha timeline, pelo menos não vindas de postagens minhas. Assim como indiretas veladas e a queda drástica de contatos (60,61%), restando apenas 390 ou 39,39% dos contatos e, caindo...
Aos que excluí, seja por falta de interação ou pouca afinidade, salvo os desafetos declarados, não tenho nada contra nenhum deles, mas não existia nenhuma relação que estreitasse laços e eu acho um pouco pobreza de espírito ter alguém adicionado só por ter. Não existe um imã que justifique a permanência... então tchau.

Hoje eu procuro somente aqueles que querem estar por perto. Apesar de ser pequeno não curto mais pleitear encaixe, até porque entro aonde me cabe e só fico onde me sinto bem...

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

zzZZ

Com o passar do tempo, dos anos, das vivências, a gente vai se dando conta de que a simplicidade é a mais luxuosa das virtudes. A simplicidade é como um astro, ela tem luz própria. Exuberante, ela esbanja classe por onde passa e dita o tom em tudo o que a propõem fazer.
A simplicidade é a mais charmosa forma de se chamar atenção de alguém. Peculiar, ela consegue ser capaz de chamar atenção em meio a multidões, ela realmente tem luz própria. Estudiosos procuram descobrir a fonte real de sua existência, visto há situações de enganos.
Eu procuro dizer que quem se engana é porque realmente não tem sensibilidade e pureza para percebê-la, pois diante tantas referências supracitadas seria contraditório dizer que ela é difícil de encontrar. Até porque, aqui para nós, uma pessoa não consegue fingir simplicidade por muito tempo. Haha!

Em geral, simplicidade é tudo. É amor. Talvez uma das mais verdadeiras fontes de amor.

O texto não era sobre isso, mas entre cochilos foi o que saiu. Perdoem-me os erros grotescos, pois estou praticamente de olhos fechados. Talvez sejam fragmentos do sonho que tive enquanto digitava. 



Abraço.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Um amanhecer nublado...

Vejo-me ilhado na maioria esmagadora das situações, porque o que só depende de mim também depende de muitas outras coisas. Não é como o fruto maduro que cai e germina algum tempo depois, sem a necessidade de ter sido semeado por intervenção antrópica.
Muita hora nessa calma porque a carroça jamais vai andar se estiver na frente dos bois, mesmo o criador precisou de 7 (sete dias), segundo as escrituras, então não serei eu o privilegiado da pressa.
Às vezes é difícil controlar a ansiedade, como se você quisesse dar a partida no carro com o tanque jorrando gasolina e a bateria simplesmente não o permitisse sair do lugar.
É complicado, é muito confuso o termo (tudo ao seu tempo) porque o tempo é senhor dele mesmo. Ele é segue sem pausas, então a qual tempo refere o termo? Quanto tempo perderemos até que o “ao seu tempo” chegue?
Tem, também, o fator surpresa de o nosso tempo chegar antes do evento “ao seu tempo”. Creio, sim, que temos algo reservado, mas às vezes demora tanto, está tão distante, tão inexistente que a cresça cai. Às vezes é mais fácil render-se à incredulidade, pois já está diante dos olhos...


Enfim... Dezembro é natal, virada de ano novo... aniversários e, por falar em aniversário, o blog logo mais completará o seu 6º ano. Estamos em baixa, velho amigo, mas estamos juntos. ;)

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Pai Herói.

Sábado eu tive uma experiência que ficará marcada para o resto da minha vida. Sábado a vontade de não perder alguém que tenho a minha volta foi muito maior do que qualquer vontade que eu tenha tido, em algum momento da minha vida, de desfrutar da companhia de outros alguéns. Sábado eu temi pela morte do meu pai, sábado eu pedi e clamei pela vida dele. Sábado eu corri o risco de perder o meu herói.
E eu que falava sobre a vida e sua fragilidade no post passado, fiz analogias em cima de exemplos análogos, 40 linhas para focar na importância de apenas 1 parágrafo de 6. O que eu queria com isso afinal? Será que fui usado para que se falasse através de mim sobre o quanto é difícil mantermo-nos vivos? Terá sido uma premonição um pouco fora de contexto? Será que eu senti? Eu não sei responder, na totalidade, a nenhuma dessas perguntas.
Uma imprudente conversão de rota quase levou uma das coisas que tenho de mais valiosa e preciosa, meu pai. Atalhado por dois indivíduos, fechados por eles e arremessado, com violência, contra uma grade de ferro, meu pai teve fratura exposta na perna e quebrou o pé, esmagou os ossos da mão, pôs ferro, pôs pinos, cirurgiou e ainda irá cirurgiar graças a Deus, e dou graças a ele porque poderia ter sido pior.
É a primeira justificativa triste de ausência que faço. Triste pelo fato, feliz por ainda poder partilhar da presença do meu porto seguro. Tenho passado à noite no hospital com ele, cerca de 18/19 horas sem dormir e então quando trocamos o acompanhante eu venho em casa descansar, logo não sobra tempo e/ou disposição para vir ao blog. Aos que simpatizam com minhas postagens, peço somente orações e energias positivas.


É isso... Abraço!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Efeito dominó.

É eu passei vários e longos dias sem pôr o cursor do mouse por aqui, já vão mais de 10 dias desde a última postagem e eu tenho a consciência clara de que estou em falta com o espaço. Talvez não só com o espaço, mas com o público que eu talvez tenha por aqui. Ou talvez não, talvez eu não esteja só em falta com o público, mas, de repente, comigo mesmo.
É complicado lidar com a tensão, e às vezes nem mesmo o espaço aqui, que muitas vezes foi, pode ser a minha salvação. Curiosa a vida, né? Quando somos criança queremos crescer, tornarmo-nos adultos. Nas brincadeiras dirigimos a empresa do papai, fazemos altos planos e traçamos a trajetória da chegada à tão esperada e desejada fase adulta.
Como já dizia o mestre Gessinger: “vamos duvidar de tudo que é certo”. Quando criança nós traçamos como meta de vida tudo aquilo que faz parte do desejo no nosso fantástico mundo de Bob. Porque, pô é mó fácil crescer, estudar, arranjar emprego e já ter casa de dois andares com piscina, tobogã, carro, jet-ski, enfim... Na mente inocente de uma criança é fácil.
Mas aí quando você finalmente atinge a tão sonhada e desejada fase adulta (ainda que alguns mentalmente não atinjam), sofre aquele verdadeiro choque de realidade, né? Porque tudo passa a depender de você, porque você deixou de depender de tudo e de todos e vai ter que buscar no bolo do baralho as cartas certas para resolver os próprios pepinos.
Viver é complicado, mas se formos analisar, bem friamente, nós sobrevivemos. A vida é como a chama de uma vela no fim, com o pavio praticamente afogado no próprio pranto; é como um jarro de porcelana em cima da mesinha de vidro, no centro da sala, com uma criança que recém-aprendeu a rastejar o rodeando. A vida é frágil como o próprio fogo da vela citada contra um sopro rápido e intenso.
Bem, dentre as mais variadas auto pressões, venho me pressionando para desenrolar um livro, não sei, fazer uma história aí que “cative” e “prenda” o público, que atraia as atenções. Recentemente fiz um bloco meio que rpgzão das antigas para o meu irmão, como composição de nota bimestral, e apesar de super-robótico, gostei. Mais um ponto interessante: dificilmente gosto do que escrevo.


É muito provável que jamais venha a ser postado no blog, eu mencionei porque precisava finalizar o texto. É isso... Parou no intenso, I don't want anymore. ;)

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Títulos, por que usá-los?

Enquanto pensava no que escrever (porque às vezes sinto e corro para o PC, para transformar tudo em texto, noutras eu penso em que tema abordar), lembrava-se de como Deus é maravilhoso e tem sido generoso comigo, apesar de eu não ser merecedor, e o que me leva a compartilhar isso são as bênçãos alcançadas. Apesar de todos os contratempos, de todas as dificuldades e do tempo que levei consegui concluir meu curso superior. Sei que recebi uma sobrevida extra e que sem a vontade dele nada disso teria sido possível.
Mas onde estávamos mesmo? Anh, sim, a capacidade que tem o ser humano de não agradecer ao amanhecer pelo privilégio de respirar mais uma manhã e ao fim de noite, agradecer por mais um dia. Parece brincadeira, mas algumas vezes já despertamos reclamando por ter que levantar e outros dias em que reclamamos e até proferimos frases como: hoje eu deveria não ter acordado... e acabamos por não nos darmos conta do tamanho da besteira que dizemos. É como se os problemas ofuscassem a importância de viver.
É como se precisasse passar por uma grande dificuldade ou provação, daquelas que abalam as estruturas e seus alicerces, para que, assim, pudéssemos lembrar-nos da importância do agradecer e, a partir daí, valorizar a vida. Já não sou tão jovem, mas também não sou tão velho ainda tenho planos e metas a traçar, alcançar, cumprir. Tenho sonhos como qualquer pessoa que traça objetivos na vida, no entanto minhas ambições são bem limitadas. Acho que minha maior ambição é construir uma família e viver em paz.

Enfim, precisamos agradecer... Não sou, nem de longe, a melhor pessoa para este tipo de conselho, mas agradeça. Mesmo que à sua maneira no banheiro, ali na hora do banho. No café, no caminho à faculdade/trabalho/escola, agradeça e festeje a vida... Eu acredito em várias coisas fora dos padrões do possível, mas uma coisa é certa... esta vida nós só vivemos uma vez. As próximas (sim eu creio) ninguém sabe como será e talvez, quem sabe, não tenhamos nem resquícios de lembranças desta vida.

Abraço.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Oie

Certo dia li algo que me fez refletir e até compartilhar em minha rede social (facebook): Silenciar sentimentos pode colocar sua saúde em risco. E na ocasião e falei, ao compartilhar, “eu devo ser muito forte, então”. Não é segredo o problema que tenho em me comunicar, me tornei uma pessoa introspectiva...
Acho que escrever é um dom e não me sinto tão digno quanto a isso. O que faço são pequenas confissões que podem vir codificadas ou expressas de forma clara e direta. Faço isso porque gosto, mas também porque preciso e o blog, lá em seus 2010, fora aberto exatamente com esse propósito conversar comigo.
O problema é que silencio muitas coisas tanto para o bem quanto para o mal e muitas vezes já sinto querer explodir-me a cabeça. Foi então que escrever neste blog nunca fez tanto sentido, pois é através dele, usando-o como uma válvula de escape, é que eu vou esvaziando a minha caixa d’água. Bem menos ortodoxo do que quebrar a mão socando algo.
É ideal que se tenha sempre alguém para conversar, mas a solidão não é tão amarga e dispensável assim. Devo confessar que não me sinto nada incompleto quando deposito aqui o que deveria ser compartilhado com pessoas o que muda é que o blog, e aí me refiro à página hospedeira de textos, não irá me responder com conselhos.
No fim, eu acabo conciliando as coisas e tanto converso com aquelas pessoas as quais posso depositar confiança quanto confio ao blog a missão de receber de modo a tornar-se público, mas sempre resguardando a intimidade que envolve tal conteúdo. Nada que posto aqui é copiado, sai na hora e é do coração.

Abraço e feliz semana da criança. ;*

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

War

Para entrar em uma guerra, é preciso preparo e conhecimento sobre o terreno, conhecer melhor o inimigo. Perder e ganhar faz parte do propósito do jogo, mas não de quem joga. É claro e evidente que não se vai ganhar todas, não se vai ganhar sempre, mas desconheço alguém que entre para perder. Por outro lado, o inverso sempre contraria a regra e torna-se verdadeiro e ninguém vai perder todas, perder sempre.
Após a reflexão entre objetivo e realidade, lados opostos da mesma moeda, posso dizer que existe, também, uma terceira categoria, os que desistem e declaram-se perdedores antes mesmo de supor achar que podem vir a vencer. Covardes? SIIIM! Realistas? Sim. Conformados? É, né? Covardes? Talvez, nem toda abdicação sugere covardia. Abrimos mão de um amor por amor. Ato covarde? Não! Ato lindo, de amor, de quem quer bem independente se este bem signifique estar distante...
Transito entre o conservador, que se importa e que quer o bem independente do ‘’com quem’’ e o covarde, que simplesmente abdica de lutar por padecer diante de seus próprios entraves...
Amor... Divisor de águas em algumas guerras que temos que travar. O termômetro que indica e/ou não por quem, por que e por qual amor lutar ou não.

Acho que é isso... Me fiz entender? Ok, não era o meu objetivo mesmo.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Shin sendo Shin.

Acho que não existe erro calculado. Ninguém erra a primeira vez por querer errar ou por entender que errar é legal, normalmente o erro é a uma consequência de quem visa o acerto. Acredito, e aí, sim, entra a questão viciosa da coisa, que a partir de uma segunda a terceira vez com o já conhecimento do erro haja uma relação simbiótica entre a vontade e o ato praticado.
 “Errar é humano, mas persistir no erro é burrice” diz o provérbio popular, mas aí entra a questão da vantagem aliada a pratica do mesmo, muito embora se obtenha mais desvantagens em determinados casos. É importante destacar, também, que não trato de um caso em específico. Embora a etimologia da palavra seja direta, há vários casos podem ou não ser considerados errôneos, porém passiveis de interpretação...
Não, eu realmente não acredito que exista erro calculado porque quando há inocência, quando há primariedade, estar-se-á passível ao erro. Com o conhecimento do erro é possível arquitetar, premeditar e executar, calcular. Opa, mas você não falou que não existe erro calculado? Não, eu acho que não existe. Existe a relação da vontade aliada ao erro com vantagem que esse erro pode proporcionar.

Inconclusivo, não? É eu também acho, mas, sabe, no fundo, bem no fundo, eu prefiro assim.
Acho que ser conclusivo demais mais atrapalha do que ajuda, mais induz ao... erro [?] do que ao acerto.

Abraço.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Oi? tem um pouco de setembro no meu agosto. [???]

Bom dia! É 5º de setembro ou 36 de agosto? Entrando na onda dos memes internetais, sobre o esforço do mês de agosto em se tornar um histórico novo janeiro (mês mais longo do ano). Rapaz como demorastes a ir embora, hein? Um mês dando lugar ao outro, um ciclo que se fecha permitindo a abertura do outro.
Cíclico de ciclo, que se realiza ou retorna periodicamente. Nossa! Embora seja uma definição gráfica e gramática do adjetivo, nunca vi definição que tenha tanta afinidade comigo. “Que realiza ou retorna periodicamente”, digo que há afinidade, pois tenho PhD em manter ciclos entreabertos. Há, em meu ser, uma dificuldade desgraçadamente grande em abandonar ciclos.
É a vida, cara... Analisando friamente, temos dois momentos individuais. Um deles é cíclico, enquanto que o outro segue uma linha inalterada (ou alterada por razões alheias à normalidade). Vou fazer a contradita porque posso, na análise fria dos fatos, temos um tempo correndo e vários momentos que dão esta ideia de cíclica.
Nunca sei quando continuar em frente estou sempre parado naquilo que continuou seguindo, estou sempre na contramão dos ciclos em aberto, mesmo sabendo que eles já se fecharam há muito, muito tempo. O que precisa acontecer é eu tomar consciência de que isso é real, de que a pedra de gelo não vai se solidificar novamente após derreter.
Haha! Eu mesmo estava com saudade dessas analogias malucas que para vocês nada tem a dizer, mas que me dizem muito naquilo que quero expressar por aqui... Sinto muita falta do tempo em que eu sabia exatamente o que dizer. Dizer é muito fácil, mas precisamos saber o que dizer para falarmos com segurança e inteligência...

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Pequeno momento de lucidez, em meio a tantos pensamentos insanos...

Começo a me convencer de que a vida é, sim, cheia de altos e baixos, assim como a energia elétrica de distribuição, num movimento senoidal. E é nessa gangorra que nos afastando de pessoas e nos aproximamos de pessoas. O tempo foi me fazendo um ser de carapaça rústica, dura, vou pendulando na vida. Como falado nas linhas acima, vou me mantendo afastado de quem se afastou e me aproximando cada vez mais de quem se aproxima.
Acho que faz parte da idade, mas é que não tenho mais paciência em procurar porquês quando eu não causei esses porquês. Antigamente eu via algo de errado e meio que de forma humilhante buscava saber causas e agentes causais, geralmente eu era esse agente causal e em outras situações não era eu o causador, mas procurava saber mesmo assim a fim de que tudo ficasse numa boa. Mas as pessoas criam problemas de suas próprias cabeças e querem que adivinhemos...
Há algum tempo eu deixei de me afastar das pessoas, eu apenas as observo se distanciar. Se não faço nada, não fiz nada para que isso acontecesse, fico na minha. Não vejo razão para ficar caçando bruxas. Acho que o foda-se funciona bem nestas horas. Minha maior e melhor defesa é o recolhimento, mas quando tenho problemas com alguém sou bem homem para falar. Falar a verdade é que eu cansei um pouco de ficar correndo atrás de paranoias alheias, saca? É isso... Deu!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

O raio cai, sim, duas vezes no mesmo lugar...

Das últimas 4 noites, posso dizer que esta última foi a que pude dormir algumas horas ininterruptas. Há 4 dias apresentei o quadro de catapora é isso mesmo, catapora... Dores da ponta do fio de cabelo aos dedos dos pés e uma tosse incessante que me faz desejar arrancar a garganta. Não sei se sinto mais dores abdominais devido a tosse sem limites ou por causa dos sintomas em si, o mesmo com a dor de cabeça.
Nossa! Quando me olho no espelho a impressão que tenho é de que jogaram água quente no meu rosto, nas minhas costas, peito, braços. E eu que acreditei na máxima de que catapora só se pega uma vez estou pagando um preço caro entre dores, coceiras, ardências e risco de cegueira – caso chegue aos olhos. Graças a Deus, dos males o menor né? Terminei a faculdade, colei grau e estou em casa (por enquanto) eu poderia me prejudicar.
Nunca fui um cara geração saúde. Nunca fui muito de legumes, saladas, imunidade porreta, nunca fui, mas confesso que me pegou de surpresa e tô aqui padecendo com as consequências da doença.

Bom... Só pra registrar que, embora 100% bolhado, ainda estou vivo. Hoje me sinto melhor, das dores no corpo, então resolvi dar uma chegada aqui.

É isso. Sem abraço, pois foi com um abraço que me contaminei... ^^/

Cuidem-se.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Chegou a Hora! Disse ele.

Agora é de verdade! Posso comemorar, posso soltar fogos, agora é irrevogável – já até perdi acesso ao portal do aluno “usuário não autorizado” – desde o dia 03/08 até o último dia da minha vida, serei Engenheiro Agrônomo! Páreo duro de vencer, mas cheguei lá e quando olhei pra frente, pra vida, esperando ver uma bandeira hasteada o que vi me causou espanto, uma
estrada longa e sem sinal de fim... Terei de percorrê-la.

Não consigo descrever a sensação que senti ali, naquele tablado, diante daquele povo todo. Não sei descrever, mas posso dizer que a cada discurso, mesmo os de outros cursos, passava um filme em minha cabeça a cada palavra mencionada porque o sentimento acaba sendo o mesmo para cada acadêmico, independentemente dos cursos ser diferentes. Não se pode ter tudo que se quer, mas estou feliz com o pouco de tudo que consegui. Um sacrifício pelo outro.
Calado, tenso, ansioso para colocar o capelo, receber o canudo e ir abraçar e conversar e tirar fotos com os meus amigos, senti por várias vezes os olhos irrigando em determinados trechos de discursos. Mesmo sem falar palavra alguma, senti aquele sufoco na garganta um embargo quando as lágrimas querem chegar e segurei a onda, assim como quando chegou a minha vez de receber o canudo, na presença dos meus irmãos, como quando entreguei a placa de homenagem ao meu orientador.
Eu estava muito feliz por aquele momento, muito embora eu preferisse uma cerimônia especial, mais simples e em outro ambiente, mas, cara, era a minha formatura, sonho que persegui por tanto tempo. Sonho que, na linha do tempo, desacreditei e acreditei por várias vezes. Sonho pelo qual tive que fazer escolhas e deixar e tomar decisões, o peso da responsabilidade, deixar muita coisa para trás.

Mas hoje, dois dias depois, eu sou só alegria! Vivemos um momento difícil em nosso país, formei e não tenho um emprego e a perspectiva dele é bem pequena dada às circunstâncias, mas formei. Engenheiro Agrônomo!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Agosto, que venha a gosto.

Julho passou e eu nemvi.
1º de Agosto e, por incrível que pareça, estou abrindo exatamente no início mesmo do mês. Mera coincidência, pois não dou muita importância sob qual dia irei abrir postagem. Importo-me, sim, mas é em ter postagem em todos os meses. Já fui cuidadoso o suficiente para almejar uma quantidade X de postagens em cada mês.
Tenho enfrentado algumas dificuldades para vir aqui. Sei lá, muita vontade de escrever, pouca coragem, muita preguiça, pouca consideração para com o espaço, muitas informações e poucas ideias de como organizá-las. As palavras muito e pouco sempre figurando com importância determinante naquilo que vai ou deveria ser colocado aqui.
Retirei metade do post... Resolvi separar o joio do trigo, hoje.

Declaro aberta a temporada Agosto/2016.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Ao mestre, com carinho.

Há 5 anos atrás, aproximadamente 10:30 da manhã, eu recebia a notícia da partida de um grande ser humano. Dotado de erros e defeitos, acertos e virtudes, como qualquer um de nós, mas acima de tudo um grande ser humano, íntegro, ilibado, ético um excelente profissional.
Um homem de poucas e sábias palavras cujo prazer era ensinar, respirar e viver solos. Nossa! Como ele amava o que fazia. Veja! Como ele ajudou a formar grandes profissionais, hoje todos bem sucedidos dentro de suas respectivas áreas de atuação.
Aos discípulos cabe lembrar-se da extrema importância dos ensinamentos e também dos momentos de tensão nos enquadramentos anticola ou antiálcool Huaheiohioeh. À família a dor incessante, a saudade e a falta que faz. Aos que estudaram com ele e seguiram no foco, formar-se, cabe o agradecimento.


Feliz dia do Amigo aonde quer que esteja, Mestre! E obrigado pelos ensinamentos, pela chance quando precisei. Eu cheguei lá, eu consegui. É pra você! Sei o quanto ficaria contente se aqui estivesse.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Não sei.

Não dá para projetar um futuro sem o passado presente. Quer queira quer não, você vai estar sempre atrelado a algo que te marcou no passado, seja um aprendizado advindo de um sucesso ou de um fracasso, mas o passado sempre está presente. Não sei...
O mundão não está muito preocupado com essas burocracias de rotina. Gira sem parar, sem licença, sem pedir permissão, afinal de contas ele é movido pelo tempo e o tempo, que não espera por ninguém, lhe dá carta branca.
A cada dia mais conhecendo gente e desconhecendo gente. Ah esse mundão sem regras ou fronteiras, que não para de girar um segundo sequer, sempre nos mostrando que somos subordinados a ele e não o contrário.
Está no futuro, compõe o presente mesmo sendo um reles passado e pouca gente se dá conta de que somos norteados pelo ele. Que tudo o que vem depois só é possível após a ocorrência desses acontecimentos.

Não sei, realmente não sei.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Julhou?

Difícil começar um texto quando você sente que precisa escrever e não sabe o que escrever para começar. Difícil! Difícil e ao mesmo tempo fácil, pois nessa brincadeira já estou na terceira linha. Difícil pensar, fácil sentir e deixar fluir de forma natural, ou não, talvez não seja assim tão fácil.
Fácil como ainda tenho dificuldades em colocar o que sinto seja no papel ou folha eletrônica. Difícil estipular um prazo para o fim deste aprendizado, fácil dizer para mim mesmo que ele é infinito o difícil é aceitar isso. 11 de julho, mas no calendário blog é 1º com a primeira postagem do mês.
O tempo vai chegando pra todo mundo, né champs? Comigo não seria diferente é claro. Novos tempos chegando, velhos hábitos, ironicamente, retornam. Não sou mais um garoto, claro. Muita coisa aconteceu e outras tantas sofreram modificações, mas é estranho estar no meu lugar e ter a mesma concepção que eu.
Os 29 batendo na porta e aparentemente tenho hoje o organismo um pouco mais forte jamais imbatível, ainda sou morrível, ainda sou mortal. Continuo evitando o “sereno da noite” para não piorar uma gripe que não apresenta melhoras, recentemente tenho evitado a água gelada para a garganta inflamada, não disse? Velhos hábitos...
Tá legal morrível não existe, mas aqui vai existir porque assim o quero e assim vai ficar. Julho! Não me lembro de ter boas lembranças do mês de julho. Meu nascimento não vale né? Não me vi nascer, como posso lembrar e contar como um marco histórico? Enfim, perdeu todo sentido...
Tchau.

sábado, 25 de junho de 2016

Não vem com manual de instruções...

Legal seria se a vida viesse como cartas marcadas onde você saberia qual manobra poderia realizar e quais as possibilidades de sorte ou revés. Legal seria... Talvez não, né? De repente o barato seja a expectativa que se gera a cada espera por resultado. É mas talvez o barato seja caro, pois cada revés em cima de grandes expectativas destrói qualquer ser vivente. Que confuso tudo isso, não?
Mas aí que vem a questão: o que não é confuso nesta vida? A existência? Evolucionismo ou Criacionismo? Evolucionismo: explosão da supernova, teoria dos coacervados, ureia (45% de N), suco nutritivo PAM!!! Descendemos de um organismo heterotrófico que data cerca de 2000 a 1400 milhões de anos. Depois disso várias evoluções PAM!!! Surgem nossos antecessores.
Criacionismo: bom... Não se tem muito que dizer né? Primeiro dia: Faça-se a luz e a luz foi chamada de dia e as trevas de noite. Segundo dia: Para que separe as águas das águas foi feito o céu. Terceiro dia: Foi feito a terra, superfície enxuta abaixo do céu. Quarto dia: Sol, lua e as estrelas. Quinto dia peixes nas águas pássaros no ar. Sexto dia animais quadrúpedes e bípedes e o homem... [?]
Tudo muito esclarecedor, não? As coisas não se bicam – ciência e religião –, mas seria fantástico poder contar com ambas como aliadas. Isto porque há coisas que a ciência até tenta, mas não consegue explicar e outras que a religião impõe e a ciência destroça. Há também ocasiões onde ambas corroboram teses, como se fosse uma espécie de complementação umas das outras.
Do que eu falava mesmo? Ah, sim, de ter a probabilidade de prever fracassos e frear movimentos a fim de impedir estes eventos, como alguém que viaja no tempo e sabe que no ano de 2022, em 20 de agosto, às 18 horas, irá morrer em um acidente de carro. Aí, ao voltar em seu ano normal, anota tudo num caderninho e muda a sequência de eventos daquele dia e fica lá, vivão.
Ou de saber quando irá se ferrar, quando prestes estiver, e poder voltar atrás nos passos para evitar de se machucar ou machucar alguém. Mas talvez, não. Talvez não devêssemos mesmo ter esta noção. Como no filme “um anjo em minha vida” a vida é uma caixa de surpresas com uma enorme interrogação estampada, onde você compra tudo pelo preço de algumas atitudes...

Obs: Não sou crente carola, também não sou ateu existencialista. Quando estou em negação transito entre dois lados, mas no fim o que prevalece é a minha fé e ela, absoluta de si, independe de religião.
Não que eu me importe, mas só para rechaçar qualquer prejulgamento.

Abraço.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Sobrevivência no dia-após-dia.

Somos testados todos os dias! Acho que somos avaliados em atitudes e testados em capacidade. As chances estão aí contra nós. Somos aquele elo entre a sinalização e o condutor, nós estamos na contramão da história sempre, sempre estamos atrás no resultado então sempre temos que buscar este resultado.
Os últimos anos da minha vida resumiram-se há duas palavras: seguir e acreditar. Seguir o quê? A que? A quem? Seguir a direção a qual o nariz apontou seguir em frente mesmo não sabendo onde este caminho pode dar, mesmo não sabendo se, caso haja aonde se chegar, se chegarei, se completarei a jornada.
Acreditar: Em que? Em quem? Acreditar que mesmo que as passagens estejam todas fechadas precisamos procurar sempre um ponto cego, um plano de fuga para poder respirar mediante a pilha que nos empata de seguir. Acreditar que nós somos capazes de conquistar grandes feitos, basta acreditar em si.
É preciso ter um senso de superação forte ou ao menos razoável porque a vida não alivia pra ninguém, e ter um psicológico equilibrado porque, dependendo de como as circunstâncias se apresentam, você pode quebrar o que é uma situação quase irreversível em se tratando de acreditar em si.

Por alguma razão, que me é estranha, não revelarei a motivação do post, mas posso assegurar que cada parágrafo tem peso motivacional em tudo que vivi...

Abraço.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

O que esperar quando você está esperando...?

Nossa! Quanta preguiça de escrever. Chegamos praticamente à metade do mês e este é o segundo post que consigo colocar na página, um retrato meio que de descaso, uma realidade cada vez mais constante por aqui. Talvez por falta de vontade, talvez por falta do que falar ou então por ter tanto o que falar e não saber o que dizer. Já reparou que as pessoas dificilmente sabem o que fazer, para onde ir, o que falar? Não?
Bom... Vamos pegar pelo fim da curva: não saber o que falar nós precisamos sempre ouvir algo ou alguém, assimilar e ter, formar, uma opinião acerca do que nos foi dito. Mas já repararam que em determinadas situações ouvimos atônitos e não conseguimos formular uma única resposta? Dificilmente sei o que dizer, mas sempre tenho consciência do que falar. Parece louco, não é mesmo?
Voltando para o início da reta, antecedendo o fim, a curva, sobre não saber o que fazer, é que as pessoas dificilmente sabem o que fazer até começarem, de fato, a fazer algo. Isto mesmo! Ao longo de nossa vidinha maluca, fazemos bastante planos e temos um futuro fechado sem tirar ou acrescentar, perfeito e certo em um papel mental, mas e quando jogamos isto para a realidade?
Vamos para o confronto de concordância ou redundância: é certo que tudo que está muito certo, na verdade, está errado porque não se começa um edifício pelo teto. Quando jovens ou crianças temos sonhos, desejos e fantasias, e nestas fantasias se encaixa a realidade de isopor, que nada mais é do que o futuro fechado e perfeito sem tirar nem acrescentar. Só quando vamos atingindo a fase adulta é que vem a dura realidade.
A visão de mundo de uma criança ao iniciar seus planos futuros é anos luz mais superficial do que de um adolescente ou mesmo um adulto. Vale ressaltar, porém, que é na transição da fase infantil à fase juvenil que aparecem as dúvidas do quem e o que eu sou, para onde vou, meio do percurso na estrada, entre a reta e a curva (lembram?), e a referência para sanar estas dúvidas normalmente são proveniente dos pais.
Vamos aceitar que os pais também tiveram o conselho de seus pais e assim sucessivamente, de modo que nenhum deles sabia, por si só, o que fazer. Conheço muitos adultos que até hoje não sabem, conheço-me que até hoje não sei ou sei, mas ainda não vejo acontecer da forma que eu gostaria. Mas estou buscando, né? Minha escada começa de baixo para cima. Em passos lentos, mas do jeito que tem que ser.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Carta aberta ao mês Junho.

Junho chegou sem pedir licença, sem tomar chegada ele simplesmente comprova a sua irreverência ao expressar o famoso: sei da frente que eu estou passando. Dizem ser este mês o que faz o coração pulsar, bater mais rápido, aflorar a linguagem corporal e todos os sinais primários que ela emite quando estamos repletos de sentimentos, muitas vezes, confundíveis como amores e paixões.
Ah, junho! Tu envolves tanta expectativa em torno de tuas datas, ou da tua data, que tonifica charme a tua prepotência. Talvez por mera inocência, o senhor do tempo conspira a proporcionar situações que corroboram com sinais citados outrora. Não vês? Tornas parnasiânico quem, de longe, não tem a mínima vocação. Ora, pois, tu és um mês como qualquer outro amanheces e anoiteces de forma natural.
Acontece, oh mês casamenteiro, que muitos investem, e tu de fato mereces, grande esforço e atenção ao teu significado, ou ao significado de um único dia dos 30 (trinta) teus, que tal quais os demais, vive meras 24 horas. Precisas, se é do teu agrado, avisar-lhes que a vida não se finda no cantar do galo, quando o sino soa o seu último badalar. Precisas, apesar da tua dominância, lembrar-lhes que além dos teus 18 (dezoito) dias próximos haverá outros dias e novos outros ciclos se farão...

Abraço.