quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

A Vida não Avisa Quando É Tarde Demais.

A gente vem a esse mundo e vai embora dele sozinhos (as) – e já escrevi sobre isso –, mas não viemos a ele para sermos sós. Todos os dias pessoas chegam, pessoas partem, uns partem para glória, outros se vão mesmo em vida. Somos arquitetos do nosso destino! Em cima dessa terra planejamos, cavamos e construímos sob metas, planos e sonhos.
O bom Deus nos deu capacidade plena para perseguimos os nossos sonhos e conquistarmos tudo aquilo do qual temos desejo. Mas mesmo ele, o poderoso Deus, ao perceber que toda a sua criação e engenharia perfeita estaria inócua, tratou de criar à sua imagem e semelhança alguém para que pudesse desfrutar de todas essas maravilhas.
Na oportunidade, viu a necessidade de que esse alguém também tivesse a quem, ou seria mais correto colocar “com que” dividir tudo isso, desfrutar de tudo isso, zelar e construir e por que não dizer – povoar? Afinal, foi exatamente o que aconteceu no paraíso. Desde o princípio dos tempos tem sido assim. Civilizações nascem e são extintas sob essa concepção.
Eu já perdi as contas de quantas vezes já morri e revivi nessa vida, pra ser bem sincero, acredito estar naquela que seja a minha última das infinitas 7 vidas de gato. Como leonino, eu me considero um felino fiel e tenho todas as características de um... Chega a ser engraçado. Tô no fim do pavio e ainda não sei qual é a mágica real da minha existência, mas pretendo ainda descobrir.
Não vou, não sou e nem nunca precisei ser uma moeda que valoriza e desvaloriza conforme os mercados e a subida ou queda da bolsa de valores. Assim como cada ser humano, acredito que tenho valor inestimado e é um desperdício que tanto se perca no tempo. A vida do outro não é um brinquedo e eu não sou um ursinho, um ser inanimado que estará, ao seu bel prazer, sempre em sua prateleira para acalentar a seja lá qualquer vida solitária que decida seguir.
Há pessoas que não sabem ver o valor nos outros, pior não tem sensibilidade para compreender quão grande é o próprio valor... Um império solitário é somente uma vida cheia de vazio. A vida não avisa quando é tarde demais. Escolha alguém que faça de você o seu império, não que tenha interesse naquilo que você almeja construir...

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Licença! Tá bom? Tô só de passagem, não me demoro.

Faz tempo que não escrevo nada. Acho que desde o meu aniversário ou mês dele, sei que faz bastante tempo. Eu sempre procuro um ânimo – um combustível a mais –, para chegar aqui, sentar os dedos nas teclas e fazer aquilo que outrora me proporcionava prazer em fazer. De certa forma, eu sentia prazer em escrever.
Todavia, sempre que me proponho a vir aqui escrever – mesmo que eu tenha, de fato, algo a deixar neste espaço e conviva com a falta de ânimo ou bloqueio criativo –, preciso lembrar o porquê de ter criado esse espaço e os momentos que mais motivaram textos e linhas que expressaram, de forma clara ou não, as vozes da minha cabeça.
Há muito tempo, mais precisamente quando decidi abrir este blog, eu assumi que talvez não tivesse tanta simpatia assim por leitura, mas descobri que amava escrever. E quando dizemos amar, nossas ações reforçam isso porque demonstramos. Mas, veja bem, eu simplesmente não escrevo há bastante tempo.
É um jeito estranho de amar, não concordam? Como posso me dizer amar escrever, se não escrevo? Será que simplesmente o amor pela escrita me define, ou eu teria que escrever para que essa verdade fosse reafirmada com propriedade sobre aquilo que eu falo? Apenas dizer é o suficiente, ou é preciso produzir, ou seja, escrever para demonstrar?
Parece confuso, mas o amor pela escrita é absolutamente igual ao amor que sentimos por uma pessoa. E, cara, não basta simplesmente você dizer que a (o) ama. É preciso que essa verdade seja traduzida em ações, pois palavras sem ações são apenas palavras... e palavras, meus caros, o vento leva para longe.
Por isso, estou repensando os meus sentimentos em relação à escrita – muito em função da falta de ânimo em escrever, que já perdura vários anos.
Por hoje é isso, afinal a quinta já virou sexta.
Sem abraço, hoje.

sexta-feira, 20 de junho de 2025

O que não tem remédio, remediado está...

Talvez este não seja o melhor momento para vir aqui, mas eu não vivia um mar de rosas quando decidi abrir este espaço e conversar comigo mesmo – o que claramente justifica a razão de sua existência. Há muito tempo, num passado que se perde de tão distante, eu já fui muito melhor em lidar com muitas situações, principalmente a lidar com emoções. Ah, era no ápice das emoções, naquela ebulição – e completa desordem – emocional e sentimentos em profusão que eu melhor me expressava. Ah, e como eu sabia me expressar.
Mas o tempo ele te rouba e te brinda com outras novas experiências, resta medir e pesar as vantagens e desvantagem dos perdidos e achados. Eu realmente já fui muito melhor e fui muito melhor em muitas coisas, acho que literalmente entrei na fase regressiva e isso é absolutamente sintomático. Ultimamente os dias têm sido bem conturbados com doença, atritos e uma série de problemas que começaram a pipocar ao ponto de eu me sentir em um videogame. Resta-nos tentar passar as fases, driblar as dificuldades, e entraves, porque temos objetivos traçados.
Mas, tal qual no game, sempre tem aquele obstáculo que acaba te derrubando e você precisa ter sabedoria para decidir se aquela queda é o fim da fase ou se há capacidade de continuar e vencer, passar por cima daquilo. Às vezes punimos o outro em função de problemas que estão entranhados em nós mesmos. Não percebemos que precisamos de apoio e ajuda para superarmos aquilo, culpamos alguém de ser o (a) causador (a), quando que na verdade é algo enraizado que não precisa necessariamente de um gatilho, pois tudo se torna um gatilho e aí fica difícil...
Pra ser sincero não é um fardo fácil de carregar e, para ser extremamente franco, é preciso querer muito, mas muito mesmo, é preciso gostar muito, gostar pra caralho para suportar algumas situações, fechar os olhos para diversas circunstâncias em nome de algo que se sonha construir. Mas aí, toda história é composta por dois lados e um relacionamento é composto por duas pessoas e temperado com esforços mútuos. Dependendo de como as coisas acontecem e se desenrolam, juras de amores eternos e medos declarados se tornam palavras ao vento frente a atitudes...
Ninguém é igual a ninguém, nem todo mundo é capaz de suportar certas coisas ou de fechar os olhos para certas situações e circunstâncias. Compreensão não é um sentimento que vá pertencer a todo mundo. Frieza, distância, indiferença e incompatibilidade de agendas sempre foram motivos que culminaram em fins de relacionamento. Quem quer dá um jeito, mas é bom lembrar que é preciso querência dos dois lados. Espero que o próximo seja compreensivo tanto quanto eu fui, e que não use dessas mesmas circunstâncias como pretexto para te usar e te ferir.

terça-feira, 6 de agosto de 2024

Já é agosto, mas eu precisava falar de julho.

O tempo tem se passado e com ele os dias, e eu acabei nem vindo aqui dar o ar da graça. Talvez porque, apesar de estar sem tempo, o tempo tem se passado rápido demais. Talvez porque a alta demanda que preciso cumprir não me tenha deixado sobrar um... tempo? Ou talvez eu esteja extremamente cansado, quem sabe? Freud sabe? A propósito... olá, tudo bem? Como estamos? Se bem, aproveite porque passa...
Chegamos ao capítulo 37 de uma história nada interessante, por isso não há a menor pretensão de bibliografá-la ou televisioná-la. Eu amo o anonimato por achar que há coisas que não dizem respeito ao mundo. Nós somos muito curiosos, e digo isso porque eu também sou muito curioso. Eu também sou movido pela curiosidade e o combustível é informação, mas o acesso ilimitado é prejudicial. Há que se impor limites.
1 ano, um ano dentro de 17 possibilidades embutidas num todo 37. Veio na décima sexta. Ah, pouco importa. Poderia ter vindo antes? Deveria até, mas cada relógio, muito embora possuam a mesma finalidade, tem sua forma de marcar o tempo. Uns são analógicos, outros digitais, uns a corda. Mas o mais sensacional de tudo isso, a sacada maior é que ninguém acerta a hora, ou seja, o relógio pelo relógio do coleguinha.
Dito isso, meus leitores (eu tenho isso? Haha!), a sua vida não precisa acontecer rigorosamente no mesmo instante com que acontece a do vizinho. É uma parada que vai além da nossa compreensão, muito além da nossa vã sabedoria. Como já comentado, eu sou curioso, no que diz respeito ao acontecimento da vida, sou ansioso também. Mas confesso que soube esperar sem pirar, soube segurar a onda sem deixar a peteca cair.
Se a parada acontecesse como eu desejo, hoje eu não estaria aqui relatando isso, quem sabe eu já não existisse mais... ou talvez não, talvez eu estivesse melhor do que agora e com todos os meus desejos e vontade de vida já concretizados, mas quem é que pode dizer? A gente sempre fica escravo do “e, se”, mas se... talvez não “se”, eu estaria me lamentando sobre o porquê de não retroceder.
A verdade é que executar uma ação ou não, dependendo de como se comportam os dados no tabuleiro, sempre vai nos acorrentar com os grilhões do “e se”, e sabem por quê? Porque isso é viver. Tanto faz se você meteu a cara e fez ou se deixou de fazer, em ambos os casos a vida segue e haverá um evento consequência. O que é melhor: o arrependimento ou o benefício da dúvida? Diz pra mim because I don’t know.

segunda-feira, 10 de junho de 2024

Yeah, follow the signs!

Oi, e aí?
Não, eu não sei exatamente o porquê de estar escrevendo esse texto, mas tenho certeza absoluta que ele traz uma mensagem importante. Ok que em tudo ele tem um perfil espelhado deste que vos escreve, mas como uma das pouquíssimas e raras vezes, eu não passei, no momento, nenhuma situação que surtisse o efeito estimulante para fazê-lo. Quando não tenho quem observar, estudar e ler, observo a mim mesmo e começo a divagar com a minha mente insana, desejando ter um teclado e uma tela na minha frente para poder transpor todos os pensamentos. Vai que serve para alguém, não é mesmo?
Pode parecer papo de neurótico. Tá de certa forme é, até... mas buscar rotas de desvios ou planos de fugas pode te ajudar a se desvencilhar de situações complicadas. É possível relaxar, se divertir, sem perder a noção do perigo, sem estar completamente rendido às situações adversas. Esteja alerta a qualquer movimento estranho e, mais importante que isso, jamais ignore seus instintos. Jamais dê as costas ao seu senso de perigo... follow the signs.
Não importa muito se é uma via de mão dupla ou se uma via de mão única, de onde eu venho, ao atravessarmos, olhamos para os dois lados. E sendo eu quem sou, eu sempre vou olhar para trás. A arte de observar! Já ouvi chamarem de virtude, já ouvi chamarem de qualidade e, pasmem, já houve quem chamasse de defeito. Há muitas luas, há vários sóis, que somados ultrapassam facilmente a casa dos milhares, eu escrevi sobre a rotina e a necessidade de estar sempre fazer coisas diferentes, quebrando hábitos, rompendo trajetos contínuos, confundindo predadores de vidas.
Ao andar pelas ruas, principalmente se sozinho (a), olhe para os lados, olhe para trás, procure saber quantas pessoas têm à sua frente, meça a distância média de alcance conforme a velocidade das suas passadas, não se distraia pela sinfonia melódica do solo foda que possa estar tocando nos seus fones, seja atento (a), precaver, prevenir é melhor do que remediar. Não conheço nenhum índice que fale sobre acidentes e fatalidades ocorridos por excesso de cuidado, desconheço quem tenha morrido de tal, por excesso de descuido eu já não posso dizer a mesma coisa. Ok, que eu não sou assim tão cuidadoso e podemos encerrar por aqui.

quarta-feira, 22 de maio de 2024

I remember you ♫

Ser autocrítico às vezes nos leva sermos duros consigo mesmo. A busca incessante pela perfeição, a necessidade exacerbada por apresentar resultados, bons resultados, faz com que nos penitenciamos, e mais, faz com que passemos a questionar qual o nosso papel nisso tudo. Qual é, vai dizer que em um momento de desespero você nunca se perguntou: qual a razão de tudo isso? O que eu vim fazer aqui? Qual minha missão nessa terra? Eu nasci por quê?
Ah, eu surfo e navego na marola dessas perguntas há anos. E, não, eu não tenho respostas. E, não, eu não sanei minhas dúvidas sobre qual o sentido de eu estar aqui. Não faço a mínima ideia do porquê de ter vindo ao mundo, não sei com que intuito nasci nessa família e nem o que acrescentei nela. Pra falar a verdade, cada círculo que completo com as minhas caminhadas me deixa com uma enorme interrogação na cabeça. E não vai adiantar virar a camiseta do avesso, não se trata do transe da jiboia.
A verdade é que nos últimos tempos tenho me afastado de tudo, até de mim mesmo... seria um spoiler de que eu estaria voltando pra casa? Mas, cara, que casa? Eu não pertenço a lugar nenhum, pelo menos essa é a clara impressão que tenho. E não me vem com esse papo de se encaixar, isso me cansa, me suga energia. Eu sou pequeno, mas não forço caber em lugar nenhum. Eu tenho consciência de que conquisto espaço, eu sei que consigo ficar. Seja pelo amor ou pelo ódio, mas consigo ficar, marcar.
E por falar em marcar, hoje me lembrei de você (que já foi pra casa tão cedo), saiu não disse nem um “té logo, meu amigo querido”... fiquei chateado, muito embora o nosso afastamento tenha se dado, também, pela minha falta de iniciativa de ir encher teu saco. Mas é que não se vai embora assim, do nada, sem se despedir. Considerei de muito mau gosto a brincadeira! É tão estranho tudo isso, você fica naquela expectativa vã de ver um online que nunca mais vai rolar.

Bem, Thatha... você cumpriu a sua missão e finalizou a sua jornada, seja lá qual que tenha sido ela. E eu, bem... eu vou andando em círculo aqui até compreender como que funciona essa parada chamada vida. Até saber, de fato, para onde ela vai me levar... até a hora de também ir pra casa...

Abraços de saudade!

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Recomeços!!! O tempo é relativo em meio a isso tudo?

E aí? Será que a gente realmente pode recomeçar do zero, sempre que for necessário? Enquanto concluía mais um plantão, resolvi postar um storie e deixei essa reflexão, pois, apesar de ser um grande entusiasta das discordâncias, em 9 meses me de deparei com 5 recomeços. Recomeços abruptos, impostos em virtude de mudanças de rotas, recomeços necessários.
E isso é tão louco, é como um filho de pais separados que possuem guarda compartilhada. Se liga nessa analogia, isso não é papo de maluco, eu te prometo que não: Um período na casa do pai, outro período na casa da mãe. Imaginemos que esse pai e essa mãe já possuem outro relacionamento, são pessoas diferentes atreladas a pessoas diferentes que irão dividir o tempo com a criança. Qual identidade ela vai ter? Consegue percebeu?
Cada período será como um recomeço, pois terá criações diferentes em ambas as casas. A cada visita ao pai um recomeço. A cada volta à casa da mãe outro recomeço. Horários, costumes, novas regras. Em um é mais mimado, n’outro é tratado com a rédea mais curta e severa. E aí eu pergunto, o que vale mais? Vários recomeços ou uma continuidade? No futebol, pelo menos, não funciona.
Mas a vida não é futebol, é um jogo de tabuleiro em branco, onde o adversário é o destino e você não consegue prever qual será a próxima jogada, pois você é peça do jogo. O preço do amanhã! Um bom filme, assisti faz uns 10 anos ou mais! Esse filme retrata bem o ponto G da questão (porque é óbvio e difícil de entender): O tempo! Eu discordo quando colocam que ele é relativo. Não é.

Uma última pergunta, só para finalizar o texto: temos mesmo tempo para tantos recomeços? Vimos ao longo do texto que recomeços às vezes são impostos e acontecem por falta de alternativa, mas qual é a relatividade do tempo nisso? O que eu acho? Acho que não! O tempo vai embora!

terça-feira, 29 de agosto de 2023

Um parecer de psiquiatria, por favor...

Os dias têm sido bem pesados. Dias difíceis, puxados, uma carga de estresse emocional bem maior do que quaisquer que eu já tenha experimentado, e lidar com isso têm sido umas das tarefas mais desafiadoras até aqui. Eu sei que na vida tudo é um desafio! Viver é desafiador, pois estamos constantemente lutando, buscando a manutenção deste sopro que comanda a mecânica do nosso corpo, que nos mantém aqui neste plano. E, cara, é um elo bem frágil...
Quando estamos em sintonia, e quando digo sintonia me refiro a todas as esferas, estes obstáculos até sugerem superações com um pouco mais de facilidade. E olha que a carga emocional despejada no que faço é tremenda – eu lido com vidas, meus amigos. Hoje retornava do meu segundo dia de cão em sequência, experimentando os questionamentos do meu particular inferno astral: questionando, discutindo, falando o que calei e imaginando que deveria ter calado coisas que falei...
A propósito, todos fazem exame de consciência diário? Aprendi isso com um velho inspetor do colégio fundamental... Não é sempre que faço, mas é sempre válido fazer. Só questionava e, entre cada passada ligeira, minha mente era tomada por um turbilhão de pensamentos que repercutiam o dia e o quão infernal ele foi, e então o céu desabou. Sem abrigo, sem guarda-chuva, eu parei de lutar, diminuí as passadas, aceitei que perdi porque não tinha como vencer... Na vida também é sábio ter essa consciência...
A chuva ela desce e lava né? Vai levando tudo... Nesse meio tempo aproveitei para repercutir outras questões, pois não é só o trabalho que mexe com o emocional da gente... ele só potencializa ainda mais as coisas. Infelizmente não tive capacidade de aproveitar o momento canalizando a chuva. Ela pode ter lavado os pensamentos, esvaziou a mente por alguns instantes... mas não teve acesso a alguns setores importantes, setor que talvez ela deveria ter acessado e lavado...
Esperemos do tempo e sua imensa borracha, na real eu sempre me entendi melhor com ele nessas circunstâncias. A gente vai ficando velho e desaprende uma porrada de coisas, vejam só... eu fiz esse texto exatamente na sequência em que os parágrafos estão postados. Eu nunca fiz texto assim. Eu costumava ser mais cauteloso com meus segredos, defendia e protegia minhas fraquezas, na savana eu sou aquele Leão "predável", eu virei presa fácil. Tô velho! Velho e cansado.


That’s all folks!

domingo, 23 de julho de 2023

Diz-se que se conta de hoje pra frente, então talvez feliz 3.6. (?)

Ainda é inverno, mas hoje o dia nasce como mais uma primavera e teria tudo para ser mais um dia, como tenho colocado que é durante muito tempo nos últimos anos, mas não é. Assim como os que antecederam ou hoje não foram também.
Para nós que escrevemos, narramos uma história (algumas de minhas histórias, no caso), a transmissão acaba se dando em harmonia com como estão os sentimentos no momento em que se está produzindo o texto (pelo menos os meus são assim). Por isso, há algumas luas este dia tem sido igual (embora cada um, dentro de sua própria particularidade, seja completamente diferente do outro a começar pela simbologia marcativa).
Êta nós aqui de novo, rapaz! A impressão que tenho é de que não venho aqui há 1 ano. Será mais uma impressão do que uma realidade? Não sei, eu teria que consultar as configurações do blog e não estou muito a fim de fazer isso, então vamos conceder o benefício real da dúvida.
Mas já perceberam que o mundo está sempre mudando e, com ele, tudo ao nosso redor? O nosso humor muda de um dia para o outro, de um minuto para o outro. Há algumas luas eu não tinha cabelos brancos na cabeça e nem na barba, mas hoje eles figuram imponentes, há marcas do tempo, há vários sinais de mudança.
Antigamente a expressão “você não mudou” era recebida com uma espécie de orgulho, por exprimir certa originalidade, manutenção do “eu”; passando da metade da laranja, começamos a encarar isso com certo receio: “mas, peraí, isso é bom ou ruim?”... 3.6 e eu digo que, sim... hoje eu amanheci de um jeito diferente. As mudanças estão aí, elas são reais e acaba se tornando exaustivo remar contra essa correnteza.
3.6 meus caros e minhas caras! É hora de entender que, sim, mudanças existem, fazem parte do processo evolutivo no qual estamos inseridos, seja por vontade própria ou por imposição da existência, e enxergar que se manter estritamente igual significa parar. Óbvio que há o que se preservar, mas não necessariamente sem a tentativa de aperfeiçoar o que sugere... mudanças?!

É isso, é o que tem pra hoje.

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Sim, eu percebi... mas não vou comentar.

Cara! Já faz algum tempo que não venho aqui. Tudo muito bem empoeirado, mas absolutamente como eu deixei. Exatamente igual como eu deixei! Bem, nós somos assim não é mesmo? Temos por hábito deixar as coisas seja de lado, seja em modo espera, seja no esquecimento, nós simplesmente vamos deixando e o que se espera num retorno, numa volta, num lapso de lembrança, é voltar a olhar de lado e encontrar tudo no seu devido lugar e absolutamente como deixamos, exatamente naquele “ponto morto” que deixamos, vamos dizer assim... Olha, honestamente, eu posso confesso que funciona, hein?
Retornei aqui e está tudo igual como estava da última vez que visualizei a página, mas vocês conseguem perceber a mensagem por trás destas duas linhas? Aqui está igual! Funciona com o blog, funciona com um quarto, uma sala de trabalho onde não andou mais ninguém, coisas inanimadas que necessitam de uma intervenção direta de algo ou alguém, de pessoas, para que mudem de lugar, troquem de posição. Mas nós temos por hábito fazermos isso com tudo sem distinção aparente, mas com pessoas não funciona, nem sempre funciona assim, você não vai lembrar, “voltar” e encontrar exatamente como deixou.
Mas lembra que eu comentei numa das últimas conversas que nós agimos sempre motivados por uma reação esperada? Não é exclusivamente assim que acontece, nós também podemos agir motivados por algo ou alguém, mas na maioria das vezes agimos na expectativa de uma reação causada pela ação, uma reação que esperamos como resultado a quem fora endereçada nossa ação. Mas eu falei também que isso nem sempre funciona, e que também podemos nos frustrar, pois a nossa concepção é quase nula de tão pouco significante em torno do que pensa o outro. Falei que quando jogamos com a reação do outro atiramos no escuro.
O fato de não comentar ou perguntar coisas, de não buscar compreender, o que é uma reação esperada, não significa dizer que passou despercebido, batido. Eu vi, percebi e notei, mas nesse grande jogo de ação e reação eu venho tentando quebrar a roda e acabo frustrando algumas expectativas que jogavam como certas algumas reações. Não vai rolar, me desculpa. E eu perdoo por classificar como falta de consideração, como uma criança birrenta que ameaça se jogar no chão se não ganhar o doce, pode se jogar. Não vou reverter sua ação! Deixarei como você deixou, absolutamente igual, mas é possível que eu não esteja igual na volta.

 

Abrindo 2023 e, diferentemente de 2022, desta vez sem promessas.
See you.

sábado, 23 de julho de 2022

3 em 5 razões = 0

É, talvez eu realmente tenha me tornado uma pessoa mais fria. E o porquê disso, porque sim. Pra quase tudo nessa vida há uma razão, mas nem tudo nesta mesma vida requer a revelação das razões, porque isso não mudaria nada. O fogo apaga porque jogaram água; porque o carvão está apertado demais e não tem circulação de oxigênio; porque a chama era menor do que o ar, soprado incessantemente, sobre ele. O copo quebrou porque caiu; caiu porque algo ou alguém o derrubou. Pequenos exemplos, claras razões de porquês. Ah, porque sim e ponto! Acabou!
São 3.5, cara. Muita coisa! Ouvida, vista, muitas vezes nem ouvida e nem vista, mas apontado diretamente como fator cabal. Dizer que depois dos 25 eu começaria a ver anivelório com outros olhos, que à medida que o tempo passasse o conta-gotas seria negativo (-1), faz de mim uma pessoa pessimista (falando besteiras – como diz minha mãe). Mas dizer que cheguei ao vértice da parábola, de longe, me parece uma previsão otimista de que temos aí mais 35 anos para voltar pra casa... a meu ver uma previsão presunçosa, não sei se tenho tal merecimento.
Mas vamos aproveitando enquanto o dono de tudo isso aqui, inclusive de nossas vidas, permitir usufruir de todas as belezas que ele fez para que apreciemos e zelemos com amor. Amor... como nos tratamos de seres imperfeitos, infelizmente não sabemos cuidar muito bem de tudo o que temos ao nosso dispor, nem de suas sublimes criações, nem entre nós mesmos como criaturas moldadas a sua imagem e semelhança. 3.5 pra conta e é isso aí, é o que tem pra hoje.

terça-feira, 29 de março de 2022

Inocência, pura, só a das crianças... e olhe lá.

Eu estava pensando dias desses em como a inocência e pureza de uma criança é impressionante, vejam só: você apresenta uma mão com 10 moedas de 10 centavos e outra mão com 3 moedas de 1 real. Embora o tamanho das moedas seja desigual, o que poderia intuir uma diferença de valores, a inocência sempre despertará a atenção para a quantidade e a mão com mais moedas é a que certamente será escolhida. Claro, dependendo da criança, ela não tem dimensão e não faz juízo de valor. Afinal de contas, eu estou falando de inocência e pureza!
Paralelo a isso eu observei algumas coisas, alguns movimentos e refleti bastante nessa situação das moedas e da escolha. Os adultos já ultrapassados em suas purezas e, claro, uma vez já maculada sua inocência, sempre que agem é com objetivos claros. Tem sempre bem definido o impacto que deseja causar com determinadas ações, determinados comportamentos ou mudanças do mesmo. Mas aí existe um probleminha bem primário que costuma nos perturbar a paz: as coisas acontecendo da forma que não queríamos que acontecessem. Sim, porque é um baque quando as coisas reagem de forma diferente do que esperávamos.
Você vai ao barbeiro e dá aquele talento na peruca, barba na régua, sai e aquela moça a qual você esperava chamar a atenção sequer toma ciência da sua presença, se pá sequer pensou na sua existência naquele ambiente. PAM! Um exemplo simples, claro e corriqueiro de objetivo frustrado, mediante ao não acontecimento das coisas conforme o esperado. E dependendo aí do grau de interesse isso acaba funcionando como um cruzado na autoestima. Isso serve para todos os tipos de relação, não somente para uma paquera e/ou conquista. Trabalho, amizade, no joguinho de tabuleiro...
Outro exemplo: nós costumamos ficar estranhos, frios e nos afastamos das pessoas e tudo isso, tem, sim, um objetivo velado; e todo esse movimento foi pensado e é esperado uma reação em torno desse acontecimento planejado. Uma ação que para desencadear uma reação esperada! O problema é quando isso foge do roteiro que pré-criamos, e foge por estarmos contando com o outro e as atitudes e reações do outro estão fora do nosso alcance, estão fora do nosso controle. Podemos até supor-achar conhecer como que o outro reage, mas jamais contar com isso como certeza porque, cara, a decepção vem. Haha
Às vezes apostamos alto, nos vislumbramos, dobramos o valor da aposta e vemos o cavalo dobrando as pernas e nos fazendo beijar o chão, e é por isso que também chamamos de jogos de azar. A nossa concepção é uma parcela quase nula de tão pouco significante em torno do que sente o outro. Há muito tempo eu sentia um incômodo, uma perturbação de paz (lembra? Falei lá no início), me sentia mal, afetava literalmente o meu humor lidar com ausências, friezas, afastamentos, e, claro, eu buscava resolver tudo aquilo, procurar porquês era uma verdadeira loucura dentro da minha cabeça. Mas isso passou!
Hoje eu respeito mais as pessoas dentro de seus direitos, pois parei um momento, olhei para tudo aquilo e saquei que rolava, da minha parte, um desrespeito a mim mesmo, eu caía exatamente no tracejo bolado por aquelas circunstâncias e acredito que ninguém precisa. Hoje eu vou olhar, vou, obviamente, avaliar a minha responsabilidade perante a questão e não havendo o que reparar irei apenas respeitar o movimento. E, cara, acredite o seguinte: isto será visto como falta de consideração! Mas é apenas, na prática, o que eu teorizei no, qual, primeiro parágrafo? As coisas acontecendo fora do roteiro bolado pela ação.
Apenas para que março não passe em branco.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Oi, fevereiro. (?)

Quem é vivo sempre aparece, mas por incrível que possa parecer quem é morto de vez em quando dá as caras também. Falando em vivos e mortos, vamos dar um suspiro neste quase moribundo espaço. Ok, eu sei que tô devendo pra cacete aqui, criei maior expectativa de bons ventos das novidades e passei janeiro em branco. Mas isso acontece e tudo o que eu peço é desculpas mesmo. Se servir de consolo, não tenho dado tanta atenção ao canal também.
Mas é 28 de fevereiro e eu não estava muito a fim de violar ainda mais as minhas próprias leis enquanto pessoa a frente deste espaço. Na verdade, há uns dias tenho pretendido, no decorrer dos mesmos, colar aqui, soprar a poeira para longe e fazer como nos velhos tempos. Sentar aqui e me expressar como nos meus melhores dias de uso desse cantinho, mas a verdade é que talvez eu tenha me acovardado um pouco, talvez eu tenha achado bem maneira a zona de conforto que a observância nos traz.
É algo que até me faz parecer mais esquisito do que eu sou pessoalmente, e agora que eu descobri – tarde até –, que podemos fazer isso virtualmente, acredito ter me acomodado uma vez que não precisamos perguntar ou dizer nada, apenas observar. Eu não trabalho com fatos fabricados e odeio esse clima de jogo psicológico, mas também me reservo o direito de ficar na minha. Em determinadas situações o que podemos fazer é observar as movimentações, ligar os pontos e aguardar.
Desde que passei a compreender as coisas com certa maturidade, nunca mais tentei interferir nas atitudes e decisões das outras pessoas. Um dia alguém que eu gostei muito foi embora e eu só pude desejar felicidade. N’outro dia eu fui embora para que pudesse trazer alguém que amo comigo e não rolou, então respeitei. Observo os sinais que caracterizam decisões e fico bem tranquilo em aceita-los como se desenham, mas não admito imputações! 
Esticou a corda, sustenta! Eu não largo, nem afrouxo a corda.

Abrindo 2022 e fechando fevereiro. Ah, tá tocando Seize the day, sugestivo?

Abraço.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

11 anos de diversos momentos e sentimentos relatados. (pra variar, título nada a ver com o texto).

Rapaz chegou o dia e já está quase acabando, deixei para os minutos finais isso; 11 anos dessa engrenagem que roda a duras penas ano após ano. Mas, ó, eu tenho bons presságios para 2022 em relação à nós, velho amigo. Ando tendo a impressão de que teremos muitas histórias, até porque é a partir de ti que alimento o canal. Espero que haja uma conversão de bons presságios em textos utilitariamente aproveitáveis para o canal, espero também não ficar só no campo dos bons presságios.
Mas o papo aqui é sobre os teus 11 anos de sobrevivência e, aqui pra nós, tá sendo dureza permanecer existindo nos últimos, o que, 8 anos? Ok! Ok! Eu sei que sou o único e grande responsável, mas dá um desconto também... eu estou velho, bronco e bruto. Não tenho mais aquele gás, tampouco aquela sujeirinha de inteligência que terceiros inferiam a mim. Não posso dizer que perdi o tesão em escrever, mas é provável que o desânimo tenha elevado a níveis inimagináveis.
Enfim... é um cabo de guerra mental. Infelizmente coisas externas afetam diretamente setores importantes de nossas vidas e ela, nossa vida, segue sendo o personagem de videogame ainda, como sempre foi, sendo jogada de forma irresponsável e inconsequente. Anyway esse ano não falei sobre natal, talvez não faça da virada também... e tá tudo certo. 11 anos, muitos estados de espírito, muitos sentimentos, vários momentos, incontáveis equívocos. Tá valendo tudo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Sem a mínima ideia de um título decente, eu sou péssimo e tá ok...

Na vida tudo tem sentido e muita coisa faz sentido nenhum, e não há espaços para questionar nada disso porque as coisas funcionam assim mesmo. Muitas das vezes não funcionando, mas é o ciclo de rodagem das peças, não há movimentos claros quando se tem um adversário imprevisível... e nós somos peões nesse jogo.
Eu fico realmente impactado com muita coisa que a gente vive e presencia ou que somos obrigados a viver e presenciar porque, sejamos honestos, até aqui nem tudo do que se sabe, viu ou viveu é do gosto e apreço. Muitas vezes somos obrigados a mastigar, calados, o pão que o diabo amassou porque a trilha sonora é essa mesmo e não há DJ.
A vida me parece tão confusa às vezes que a clareza dá espaço às dúvidas e desconfianças, assim como é intrigante como quando conseguimos reverter situações e fazemos parecer ser do outro, numa clara transferência de “responsabilidade”, àquele chapéu, que por ventura veio a nos caber, sendo passado a frente.
Algumas coisas mudam, não vê? Fui obrigado a mudar o tema do blog... tô deveras chateado... enquanto outras coisas apenas aprendem uma forma mais inteligente de existir e permanecem tal qual sempre fora, e todo muito tá careca de saber que vai ser sempre assim. Hahahaha!
Sabem o que se mostra mais pitoresco em todos esses muitos (pouquíssimos dependendo do ponto de vista de quem vê) anos de vida? O quão somos presunçosos que, podem observar nos retrovisores de suas respectivas vidas, para todas as situações do outro nós sopramos a poeira de nossa prateleira abastecida de bons conselhos e soluções.
Sempre temos a palavra certa, no momento certo, a solução para os problemas e o corretivo que, se me ouvir, te fará zerar a vida. Eu tenho a solução para os teus problemas, eu tenho a fórmula mágica para consertar a tua vida... O que é pitoresco nisso? Então, minha vida vira cinzas e eu quero te ensinar a viver a tua. Poético, não? Nero?!

Há bastante tempo não estou para abraços.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

E segue o drama dos títulos

Ontem foi aniversário de mês do blog, 10 anos e 11 meses, e não postei nada porque realmente esqueci a simbologia do dia. Eu ando tão desprendido de certos ritos que já até deixei meses passando em branco, coisa que, mesmo com o bloqueio criativo evidente, não permitia acontecer. Ah, mas eu tenho uma novidade. Uma não tenho duas! Duas não tenho três. Na real a quantidade que julgar relevante falar, né? Então vamos lá: fiz o enem, nossa. Deixei ferrugens nos dois dias de prova. Completei o ciclo vacinal, não casei e nem comprei a bicicleta.
Pude perceber o quanto esse blog é importante para mim, e o quanto ele deixou de me ajudar na redação. Quando postava com certa frequência tinha uma capacidade de raciocínio criativo anos luz melhor que atualmente. Mas é aquela, o jogador não desaprende de jogar futebol e eu não esqueci como se escreve. Tô dormindo pra isso aqui, dormindo e ao mesmo tempo em projeção astral. Preciso acordar e retornar ao fluxo normal das coisas, e preciso acordar logo porque preciso mais do blog do que ele de mim para alimentá-lo.
A ideia era trazer algo que impulsionasse alguma relevância aos que perdem seu precioso tempo lendo os meus maus redigidos textos. Mas tenho observado que quanto mais parada água, menos fluxo de peixe haverá nela. Ora, água parada aumenta a demanda biológica de oxigênio, aumenta a competição por respiração, logo se não houver movimento, dos seres ou mesmo do fluxo da água, morte haverá. Não! Não estou dizendo, com isso, que houve morte das ideias. Talvez a inspiração tenha ido dar uma volta.
Abraço!

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Um olá para o meu Eu.

Dia desses me olhei no espelho, nas raras vezes em que realmente olho para ver, para sentir o tempo e suas marcas, e cheguei a ligeira conclusão de que tenho mais cabelos brancos do que talvez devesse e isso me remete a refletir sobre uma série de situações e circunstâncias. Ora minhas, ora de tantos outros adultos igualmente grisalhos.
Já observaram quantas vezes jogamos para debaixo do tapete dos nossos grisalhos a arrogância e a prepotência da nossa idade? Utilizamos subterfúgio a idade, e os charmosos grisalhos que naturalmente virão com ela, para justificar razões muitas vezes inexistentes e ações que nem mesmo a quantidade de horas vividas neste plano são capazes de salvar.
O tempo é implacável e nos força a sentir e aceitar as transformações que fatalmente nos submetemos à medida em que ele passa. Apesar da resistência, as mudanças são incontestáveis e estão estampadas porque somos fadados a isso. No fim, os meus e os seus grisalhos são meros detalhes naturais...
... e apesar de usarmos como indicativo de algo, só estão ali porque funciona assim... e que, na verdade, independem do tempo em si.
Abraço!

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

O Amor e seu Estranho Hábito de Amar!

Ah, o amor!
Há quem diga que o amor é o sentimento mais bonito e nobre que o ser humano é capaz de sentir, e que por ele somos capazes de fazer loucuras! Eu concordo e discordo na mesma linha, pois acho que posso me dar o benefício da dúvida. Não discordo que possamos fazer loucuras, apenas duvido muito que o agente causal disto seja o amor... afinal, onde estaria a nobreza disso? O fato é que muitas pessoas fazem várias coisas em nome do amor e acreditam estarem fazendo o melhor, mas a pergunta que fica é: para quem?
O que se passa na cabeça de uma pessoa que une todos a sua volta em nome do imenso amor que tem por eles e, ao perceber que alcançou o objetivo e trouxe a todos para perto de si, porém juntos demais uns dos outros, destrói todo um trabalho com intrigas, falsas histórias, jogos de discórdia e desunião em massa. Que amor é esse, jovem padawan? Se a etimologia da palavra mudou perdoem a minha santa ignorância, mas isto para mim não é amor... sejamos razoáveis e falemos que, dentre outras coisas, pode ser egoísmo, mesquinhez, et cetera.
Mas o amor é realmente lindo! Ele é capaz de nos fazer destruir a vida de alguém, simplesmente por tanto amar, isso torna tudo tão poético e doentio. Agora vem as surpresas do amor e onde podemos encontrá-las: no trabalho, nas rodas de amizade, em casa ou no seio da própria família! Acredite que, em 98% dos casos, esse amor destrutivo sai do seio da família ou dos tentáculos familiares. E, cara, ele é implacável! Sempre quer tua felicidade, mas vai fazer o possível para que o pavio da tua vela feliz não queime, e a chama não acenda, é muito amor por você.
Esse amor robusto é capaz de dizer te amo ao tempo que faz tua caveira em qualquer que seja o ambiente do qual você não faça parte, acredite ele é implacável. A tristeza nisso tudo é que normalmente os mentores intelectuais desse tipo de amor são o que? Solitários, amargos, carentes e por isso todas essas loucuras em nome do amor, por amar. Eu tenho pena de pessoas assim, pois deve ser bem ruim ver pessoas felizes e olhar para o retrovisor da própria circunstância o choque de realidade é esmagador.
Os papéis se invertem quando essas pessoas nitidamente não se conformam em ver o outro feliz, em ver a harmonia e a união, em ver que o pouco é suficiente para o mínimo de felicidade, e sabe por que tudo isso é inaceitável? Por que há vazios que nada e nem ninguém consegue preencher. Essas coisas simples e preciosas causam inveja, causam ciúmes, causa dor de cotovelo, e então a pessoa mesquinha e egoísta vai e proporciona aquilo que ela sabe fazer de melhor: o inferno! Acha que isso é amor? Ah, pára de palhaçada com a minha cara!

sábado, 31 de julho de 2021

Só para não passar em branco... só um alô.


Último dia do mês, meu mês. Não poderia permitir passar em branco, não. Esse mês, não! Bom tenho dado sequência no que resolvi fazer do blog (canal), mas não tenho tido muito tempo em alimentar o mesmo(blog). Permaneço fazendo as coisas pela metade e colocando a carroça na frente dos bois, visto que textos têm virado vídeos antes de suas respectivas criações, mas é preciso dar sequência nas coisas e já tem pouco mais de um mês que estou aqui... eu precisava colocar as coisas para funcionar.
Mexendo nos textos empoeirados do passado encontrei um poema que há muito havia sido escrito, resolvi usá-lo no canal e, como o certo pelo certo, pedi permissão para que pudesse fazer a utilização do mesmo uma vez que não o criei sozinho. Mas como tudo muda e as coisas se aperfeiçoam, nós, que não somos diferentes, aprendemos um pouco mais e temos certa obrigação em consertar as coisas, então irei readequar alguns versos para que soe mais suave. Ainda não tive coragem de gravar, mas já decidi que vou.
O de hoje é isso, só para não passar em branco o mês. Se pá, se inscreve no canal.
Abraço!

domingo, 20 de junho de 2021

A Linha Tênue que Separa a Sabedoria da Ignorância Plena.


Certa vez, na faculdade, enquanto dava sermão em toda turma, um professor dizia a seguinte frase: “o conhecimento absoluto é um passo curto para o abismo da ignorância plena e da arrogância demasiada.” Ora, sabendo o significado real de ignorância, àquela altura do campeonato eu fiquei bem confuso sobre a real intenção daquele conselho. Como que o conhecimento absoluto poderia nos aproximar do inverso a ele?
Ah, ok! Ok que pessoas que possuem grande conhecimento tendem a se tornarem arrogantes, presunçosas e prepotentes, é a soberba do saber mais que os outros, mas ignorantes possuindo o conhecimento? Buguei. Na atualidade, já formado e sabendo ver com clareza algumas coisas, me permitindo compreender processos, admito ele tinha razão. Achar que sabemos demais acaba nos tornando mais ignorantes do que aqueles que julgamos deficientes do conhecimento.
Notem que a linha que separa ambos é bem tênue. Se você não possui conhecimento é ignorante, se supõe saber demais atinge o ápice da ignorância plena.
O que deixo subentendido aqui, nestas mal digitadas linhas, torno claro e pouco mais amplo nos vídeos aos quais baseio em textos aqui “imortalizados”. Na esfera da vida eu sou um grãozinho de areia com má formação, anos luz distantes de ser perfeito... Mas mesmo imperfeito ainda dou trabalho ao descer por gargantas das quais ousei cruzar caminho. Mesmo imperfeito eu consigo me atravessar e causar certo engasgo. Não jogo, mas costumo vender caro a derrota.
Provavelmente tornarei este texto vídeo. Por hora é apenas, e para que junho não passe em branco, isso.
Abraço!